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Rafael Reis

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Como ficariam as seleções olímpicas se os clubes não vetassem seus astros?

Mbappé é uma dos astros que poderiam estar no torneio olímpico de futebol - Philippe Lecoeuer/Divulgação
Mbappé é uma dos astros que poderiam estar no torneio olímpico de futebol Imagem: Philippe Lecoeuer/Divulgação
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

23/07/2021 04h00

O torneio masculino de futebol dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 tem alguns bons valores individuais, como os brasileiros Richarlison, Douglas Luiz e Bruno Guimarães, os espanhóis Pedri e Dani Olmo e o japonês Takefusa Kubo.

Mas, se não fossem as restrições impostas pelos clubes na liberação dos atletas para a competição, a quantidade de estrelas que desfilariam nos gramados japoneses ao longo das duas próximas semanas seria muito maior.

Como a Olimpíada não faz parte do calendário oficial quadrienal da Fifa, cabe aos times que têm os atletas sob contrato decidir se acatam ou não as convocações feitas pelos treinadores das seleções.

Cientes da possibilidade enorme de veto, esses técnicos muitas vezes nem tentam chamar os nomes mais importantes dentro do limite da idade (nesta edição, nascidos a partir de 1º de janeiro de 1997), como o francês Kylian Mbappé e o alemão Kai Havertz.

As três vagas sem limitação etária a que cada seleção tem direito também normalmente não são preenchidas com o plano A das comissões, mas sim com atletas de menor expressão ou veteranos na reta final da carreira.

Mas, como ficariam as seleções mais poderosas de Tóquio-2020 se essas limitações não existissem e elas realmente pudessem convocar seus melhores jogadores sub-24 (acrescidos dos três veteranos)?

É esse exercício que o "Blog do Rafael Reis" fez abaixo com Brasil, Argentina, Espanha, Alemanha e França, as cinco forças mais tradicionais do futebol mundial que estão na briga por medalhas neste ano.

Conheça como poderiam ser as seleções olímpicas

BRASIL
Time da estreia em Tóquio: Santos; Daniel Alves, Nino, Diego Carlos e Guilherme Arana; Bruno Guimarães, Douglas Luiz e Claudinho; Antony, Matheus Cunha e Richarlison
Time olímpico ideal: Ederson; Emerson Royal, Éder Militão, Marquinhos e Renan Lodi; Bruno Guimarães, Douglas Luiz e Lucas Paquetá; Gabriel Jesus, Richarlison e Neymar

ARGENTINA
Time da estreia em Tóquio: Ledesma; De la Fuente, Nehuén Pérez, Medina e Ortega; Vera e Colombatto; Valenzuela, Mac Allister e Barco; Gaich
Time olímpico ideal: Emiliano Martínez; Montiel, Lisandro Martínez, Romero e Acuña; Nicolás Domínguez e Palacios; Julián Álvarez, Messi e Nicolás González; Lautaro Martínez

FRANÇA
Time da estreia em Tóquio: Bernardoni; Michelin, Kalulu, Sagnan e Caci; Savanier e Tousart; Thauvin, Le Fée e Nordin; Gignac
Time olímpico ideal: Meslier; Mukiele, Upamecano, Koundé e Theo Hernández; Camavinga, Kanté e Pogba; Mbappé, Benzema e Dembélé

ESPANHA
Time da estreia em Tóquio: Unai Simón; Mingueza, Eric García, Pau Torres e Miranda; Mikel Merino, Ceballos e Pedri; Asensio, Oyarzabal e Dani Olmo
Time olímpico ideal: Unai Simón; Mingueza, Eric García, Pau Torres e Jordi Alba; Sergio Busquets, Koke e Pedri; Dani Olmo, Ferrán Torres e Oyarzabal

ALEMANHA
Time da estreia em Tóquio: Florian Müller; Henrichs, Pieper, Uduokhai e Raum; Arne Maier, Stach e Arnold; Richter, Kruse e Amiri
Time olímpico ideal: Florian Müller; Baku, Rüdiger, Uduokhai e Gosens; Kimmich, Neuhaus e Serdar; Musiala, Havertz e Wirtz