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Rafael Reis

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Messi só vai trocar Barcelona pelo PSG se Neymar ficar... e vice-versa

Neymar e Messi já jogaram juntos no Barcelona e podem retormar parceria - Xinhua/Hollandse-Hoogte/ZUMAPRESS
Neymar e Messi já jogaram juntos no Barcelona e podem retormar parceria Imagem: Xinhua/Hollandse-Hoogte/ZUMAPRESS
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

03/05/2021 04h20

Na última quinta-feira, o jornalista Marcelo Bechler, da TNT Sports, noticiou que o Paris Saint-Germain apresentou uma proposta "financeiramente insuperável" para contratar Lionel Messi na próxima temporada.

O contra-ataque veio dois dias depois. Segundo informações da rádio RC1, o Barcelona já entrou em contato com a diretoria do PSG a fim de discutir a possibilidade de ter Neymar no seu elenco a partir do segundo semestre.

Mas, apesar das notícias veiculadas nos últimos dias e das "novelas" que elas prometem produzir no Mercado da Bola internacional, a chance de as duas transações acontecerem ao mesmo tempo na próxima janela de transferências é mínima.

O astro argentino e a estrela brasileira não curtem a ideia de simplesmente inverter as camisas em 2021/2022 por um motivo muito simples: o que mais atrai cada um deles no clube que está cogitando contratá-lo é justamente a possibilidade de uma parceria.

Para resumir: Neymar é a melhor arma do PSG para fazer Messi optar por se transferir para a França, e Messi é a o maior atrativo que o Barcelona possui para fazer Neymar se mudar para a Catalunha.

Se ambos hoje pensam em mudar de clube, não é por uma questão meramente financeira.

Aos 33 anos e com mais dois meses de contrato com o Barcelona, Messi quer voltar a ser competitivo no cenário continental. Só que ele sabe que, caso o PSG abra mão de Neymar e Kylian Mbappé para contratá-lo, isso não acontecerá, e ele continuará tendo de carregar um time nas costas.

Já Neymar, cujo vínculo com o PSG termina no próximo ano, até curte a ideia de voltar a disputar um nacional mais forte que o Campeonato Francês, mas não quer deixar de atuar em um time com pretensões reais de ganhar a Liga dos Campeões da Europa. Por isso, Messi é parte essencial desse projeto.

Assim sendo, é possível realmente que Messi se transfira para o PSG ou que Neymar vire jogador do Barcelona na próxima temporada. Mas o que pode rolar é uma ou outra transferência. As duas juntas é um cenário dos mais improváveis, para não dizer quase impossível.

Antes de mergulharem no Mercado da Bola e decidirem o futuro profissional, os dois maiores jogadores sul-americanos dos últimos anos ainda têm assuntos importantes para resolver nesta reta final de temporada europeia.

O argentino ainda está na briga para fazer do Barcelona novamente vencedor de La Liga. Já o brasileiro trabalha em duas frentes: tem de ajudar o PSG a evitar o fiasco histórico de perder o título do Francês ao mesmo tempo em que sonha com a conquista da Liga dos Campeões.

As partidas de volta das semifinais da Champions serão disputadas nesta semana. Amanhã (4), o PSG visita o Manchester City em busca de uma vitória por dois gols de diferença (ou um, desde que marque ao mesmo três vezes, como em 3 a 2 ou 4 a 3) para ser finalista pelo segundo ano consecutivo.

O confronto do dia seguinte está mais aberto, já que Real e Chelsea empataram por 1 a 1 no primeiro jogo, na Espanha. Assim, a vantagem é dos ingleses, que ficam com a vaga se o jogo não tiver gols.

A decisão do torneio interclubes mais badalado do planeta está agendada para dia 29 de maio e será disputada no Olímpico Atatürk, em Istambul (Turquia). O estádio originalmente seria palco do jogo título do ano passado, que precisou ser alterado por causa da pandemia de covid-19.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL