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Rafael Reis

Como um vulcão mudou carreira de Lewandowski e o pôs no caminho do sucesso

Lewandowski só foi jogar na Alemanha devido à intervenção de um vulcão - Reprodução/Twitter Bayern Munique
Lewandowski só foi jogar na Alemanha devido à intervenção de um vulcão Imagem: Reprodução/Twitter Bayern Munique
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

14/12/2020 04h00

Favorito ao prêmio de melhor jogador do mundo em 2019/20, Robert Lewandowski nasceu na Polônia. Mas foi na Alemanha que ele construiu praticamente toda a sua carreira no futebol e se transformou no atacante mais temido da atualidade.

Desde 2010, a Bundesliga é a casa do camisa 9. Foram quatro temporadas no Borussia Dortmund, com dois títulos nacionais e um vice-campeonato europeu. E já são seis anos no Bayern de Munique, maior time do país, pelo qual já conquistou 15 troféus, inclusive o mais cobiçado de todos, o da Liga dos Campeões, na temporada passada.

Só que, se não fosse a um vulcão, toda essa história de sucesso de Lewandowski no futebol germânico simplesmente não teria acontecido. E sua trajetória nos gramados poderia ter tomado um rumo completamente diferente.

No primeiro semestre de 2010, quando Lewandowski ainda era um jogador de 21 anos que se destacava na Polônia com a camisa do Lech Poznan, ele recebeu uma proposta de 4 milhões de libras (R$ 26,7 milhões, na cotação atual) para se transferir para o Blackburn, então na primeira divisão da Inglaterra.

A possibilidade de atuar na Premier League, já naquela época o mais badalado campeonato nacional do planeta, deixou o jovem goleador empolgado.

O acordo feito entre o clube e o jogador é que ele viajaria à Inglaterra, assistiria a uma partida do Blackburn (contra o Everton) para conhecer melhor o time onde passaria as próximas temporadas e depois assinaria contrato.

Mas a viagem nunca aconteceu. Quando Lewandowski estava pronto para pegar o avião rumo à sequência de sua carreira, o vulcão islandês Eyjafjallajokull entrou em erupção, espalhou cinzas por boa parte do continente europeu e praticamente paralisou o tráfego aéreo na região -o Barcelona foi de ônibus a Milão para enfrentar a Inter, pela Liga dos Campeões.

A ida para Blackburn, assim como boa parte das viagens dos europeus na época, foi adiada. E então, o polonês recebeu uma outra proposta, mais vantajosa economicamente e para jogar mais perto de casa.

Lewandowski deu as costas para a Inglaterra e, por 4,8 milhões de euros (R$ 29,4 milhões), assinou com o Borussia Dortmund. O resto é uma história que os gols marcados pelo camisa 9 já cansaram de contar.

Quarto colocado na eleição de melhor jogador do mundo de 2015, Lewandowski está pela primeira vez entre os três finalistas do prêmio ofertado anualmente pela Fifa.

Vencedor e artilheiro do Campeonato Alemão e da Champions na última temporada, o centroavante é o favorito para ganhar esta edição do "The Best". Mas seus adversários são simplesmente os dois maiores campeões da história: Lionel Messi, dono de seis títulos (2009, 2010, 2011, 2012, 2015 e 2019), e Cristiano Ronaldo, que é penta (2008, 2013, 2014, 2016 e 2017).

A cerimônia de anúncio dos vencedores do prêmio da Fifa será realizada nesta quinta-feira, 17 de dezembro. Devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a cerimônia deste ano será exclusivamente virtual.