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Rafael Reis


Por onde andam 7 técnicos brasileiros que trabalharam em clubes da Europa?

Vanderlei Luxemburgo e Zinédine Zidane trabalharam juntos no Real Madrid - Reprodução
Vanderlei Luxemburgo e Zinédine Zidane trabalharam juntos no Real Madrid Imagem: Reprodução
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

10/07/2020 04h00

Dos 98 técnicos que trabalham na primeira divisão dos cinco campeonatos nacionais mais importantes da Europa (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França), nenhum é brasileiro. Portugal e Turquia, que têm um histórico de apostas em treinadores do país pentacampeão mundial, tampouco estão empregando algum deles em suas competições de elite na atualidade.

Definitivamente, os compatriotas de Tite estão em baixa no mercado do Velho Continente. Mas nem sempre foi assim.

Em um passado não tão distante assim, técnicos brasileiros esporadicamente navegavam por clubes importantes do futebol europeu. Só que esse cenário tem ficado cada vez mais raro e distante.

O "Blog do Rafael Reis" relembra abaixo sete treinadores nascidos no país que comandaram times na Europa e mostra o que cada um deles anda fazendo da vida atualmente.

VANDERLEI LUXEMBURGO
68 anos
Real Madrid (2004-05)

Multicampeão no Brasil, desembarcou na Espanha no auge do "projeto galáctico" do Real Madrid e comandou craques do quilate de Ronaldo, Roberto Carlos, Zinédine Zidane, Raúl, David Bekcham e Luís Figo. Apesar de não ter conquistado nenhum título, Luxa até que teve alguns bons momentos por lá, como uma inspirada vitória sobre o Barcelona de Ronaldinho e Samuel Eto'o. Contratado pelo Palmeiras em janeiro, o veterano treinador está em sua quinta passagem no clube pelo qual já conquistou quatro títulos do Campeonato Paulista e dois do Brasileiro.

LEONARDO
50 anos
Milan (2009-2010), Inter de Milão (2010-11) e Antalyaspor (2017)

Leonardo durante sua primeira passagem pelo PSG como dirigente - BERTRAND GUAY-18.jul.2012/AFP - BERTRAND GUAY-18.jul.2012/AFP
Leonardo durante sua primeira passagem pelo PSG como dirigente
Imagem: BERTRAND GUAY-18.jul.2012/AFP

Campeão mundial com a seleção brasileira em 1994, quando ainda era jogador, o ex-lateral e meio-campista vem se alternando entre as carreiras de treinador e dirigente na Europa desde que pendurou as chuteiras. Como técnico, trabalhou em dois dos maiores clubes italianos e na Turquia, mas o melhor que conseguiu foi um título da Copa Itália de 2011, com a Inter de Milão. A trajetória como dirigente é mais bem sucedida: Leonardo levou Kaká para o Milan e ajudou a transformar o Paris Saint-Germain na potência número um da França. Desde o ano passado, está em sua segunda passagem como diretor de futebol do PSG.

LUIZ FELIPE SCOLARI
71 anos
Chelsea (2008-2009)

Luiz Felipe Scolari - Duda Bairros/AGIF - Duda Bairros/AGIF
Imagem: Duda Bairros/AGIF

O sucesso do gaúcho no futebol de seleções (pentacampeonato mundial com a seleção brasileira, em 2002, e reposicionamento de Portugal no mapa internacional da bola) fizeram o gaúcho ser o primeiro técnico tupiniquim a trabalhar na Premier League Inglesa. Scolari teve uma rápida passagem pelo Chelsea na temporada 2008/09, mas foi embora depois de se desentender com alguns medalhões do elenco, como Didier Drogba e Michael Ballack. Felipão está parado desde o começo de setembro do ano passado, quando foi demitido do Palmeiras, clube pelo qual havia se sagrado campeão brasileiro em 2018.

SYLVINHO
46 anos
Lyon (2019)

Sylvinho - Lucas Figueiredo/CBF - Lucas Figueiredo/CBF
Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

O ex-lateral esquerdo do Corinthians foi o último brasileiro a comandar um time importante da Europa. No meio do ano passado, ele trocou a direção da seleção olímpica do Brasil pela chance de se aventurar no Lyon. Só que a experiência na França durou apenas 11 partidas oficiais. No começo de outubro, após uma sequência de sete rodadas consecutivas sem vencer na Ligue 1, ele perdeu o emprego. Nove meses depois, Sylvinho ainda busca uma oportunidade de reposicionamento no mercado de trabalho dos técnicos.

ZICO
67 anos
Fenerbahce (2006-2008), CSKA Moscou (2009) e Olympiakos (2009-10)

Zico - Masashi Hara/Getty Images - Masashi Hara/Getty Images
Imagem: Masashi Hara/Getty Images

O ídolo do Flamengo é o treinador brasileiro que mais títulos conquistou no exterior nas últimas décadas. Zico foi campeão turco e da Supercopa da Turquia pelo Fenerbahce, e faturou a Copa e a Supercopa da Rússia com o CSKA Moscou. Afastado dos bancos de reservas desde 2016, quando deixou o FC Goa, da Índia, o Galinho ocupa há dois anos o cargo de diretor-técnico do Kashima Antlers, clube japonês no qual foi marcou época como jogador e também teve uma rápida passagem como treinador, lá no começo de sua carreira fora dos gramados.

RICARDO GOMES
55 anos
Paris Saint-Germain (1996-1998), Bordeaux (2005-2007) e Monaco (2007 a 2009)

Ricardo Gomes apresentou os números de treinadores e escolherá um deles - Ivan Storti/SantosFC - Ivan Storti/SantosFC
Imagem: Ivan Storti/SantosFC

O ex-zagueiro tem uma carreira bastante consolidada como treinador na França e chegou a ganhar três títulos de Copas por lá (duas à frente do PSG, ainda nos anos 1990, e uma com o Bordeaux, na década passada). Em 2018, largou uma função executiva no Santos para voltar ao país campeão mundial de futebol no cargo de de gerente-geral do Bordeuax. A nova experiência, no entanto, foi decepcionante e durou só cinco meses. Ricardo Gomes está sem trabalhar desde fevereiro do ano passado

CARLOS ALBERTO PARREIRA
77 anos
Valencia (1994-1995) e Fenerbahce (1995-1996)

Carlos Alberto Parreira - Michael Steele/Getty Images - Michael Steele/Getty Images
Imagem: Michael Steele/Getty Images

Assim como aconteceu com Felipão, Parreira também aproveitou um título mundial para se aventurar na Europa. Depois de ganhar a Copa-1994, o treinador teve rápidas experiências na Espanha, onde se deu mal à frente do Valencia, e na Turquia, com direito a conquista do título nacional pelo Fenerbahce. Coordenador técnico da seleção brasileira em 2014, Parreira decidiu se aposentar do futebol depois do fiasco do 7 a 1 e hoje se dedica a um dos seus principais hobbies, a pintura.

Rafael Reis