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Rafael Reis


Quem é o alemão que brilhou na Champions e está por trás do RB Bragantino

Ralf Ragnick, ex-Schalke 04, é a cabeça por trás das ideias do Red Bull Bragantino - Divulgação
Ralf Ragnick, ex-Schalke 04, é a cabeça por trás das ideias do Red Bull Bragantino Imagem: Divulgação
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

16/01/2020 04h00

Classificação e Jogos

Clube brasileiro que mais gastou na atual janela de transferências, o Red Bull Bragantino não contrata por contratar. Todos os reforços do clube obedecem a uma série de critérios técnicos e exigências que foram estabelecidos bem longe do país.

Quem está por trás dessa engrenagem é um ex-treinador alemão com fama de nerd, que já levou o Schalke 04 até as semifinais da Liga dos Campeões da Europa e que tem como especialidade transformar equipes nanicas em clubes poderosos.

Ralf Ragnick, 61 anos, assumiu em junho passado a chefia de esporte e desenvolvimento de futebol das equipes de Nova York e do Brasil. Na prática, virou a cabeça que pensa os times que a empresa de energético mantém na MLS norte-americana e no país pentacampeão mundial.

Não que o alemão seja o executivo do Bragantino. No entanto, mesmo morando na Europa, ele está em contato direto com o CEO do projeto brasileiro, Thiago Scuro, e lhe passa as diretrizes do que a multinacional espera que seja feito por aqui.

Por isso, as principais ações da equipe do interior paulista têm o perfil exato da filosofia de Ragnick: trabalhado baseado na inteligência e na organização, pensamento de longo prazo e prioridade aos jovens na hora de contratar.

O alemão foi contratado pela Red Bull em 2015 e trabalhou duas vezes como treinador do Leipzig, clube carro-chefe da companhia e que atualmente lidera o Campeonato Alemão.

Apesar de campanhas para lá de satisfatórias nas temporadas 2015/2016 (acesso para a primeira divisão da Bundesliga) e 2018/2019 (classificação para a Liga dos Campeões), ele se destacou mesmo foi nos bastidores.

Obcecado por organização e pela formação de novos talentos, Ragnick ganhou a missão de levar para o continente americano aquilo que já está dando certo dos clubes europeus da empresa, o Leipzig e o Salzburg.

O alemão já tem uma experiência anterior de transformar radicalmente a história de um clube. Ele esteve à frente do Hoffenheim entre 2006 e 2011, período em que a equipe saltou da terceira divisão germânica para se consolidar como uma força média da elite da Alemanha.

No mesmo ano em que deixou o Hoffenheim, Ragnick teve o resultado mais expressivo de sua carreira como treinador. Ele assumiu o Schalke 04 com a missão de apagar um incêndio já no fim da temporada, venceu um mata-mata contra a Inter de Milão, então campeã europeia, e só perdeu nas semifinais da Champions, quando foi eliminado pelo Manchester United.

Seis meses mais tarde, alegando exaustão profissional, decidiu entregar o cargo e tirou quase quatro anos sabáticos até ser contratado pelo projeto Red Bull.

Campeão da Série B em 2019, o Red Bull Bragantino tem orçamento de R$ 200 milhões para seu primeiro ano na elite do futebol brasileiro. Até o momento, o clube já investiu cerca de 13 milhões de euros (R$ 59 milhões) em novos jogadores.

O reforço mais caro foi o atacante Artur, que pertencia ao Palmeiras e foi adquirido por 5,5 milhões de euros (R$ 25,3 milhões). Também foram contratados os atacantes Alerrando e Thonny Anderson, além do zagueiro equatoriano Léo Realpe. O lateral esquerdo Luan Cândido e o volante Matheus Jesus chegaram por empréstimo.

O time dos energéticos está no Grupo D do Campeonato Paulista, ao lado de Corinthians, Ferroviária e Guarani. Sua estreia está marcada para o dia 23 de janeiro, contra o Santos, fora de casa.

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