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Oscar Roberto Godói


Erro contra Palmeiras deveria ter sido evitado e merece críticas

Willian acerta chute de esquerda em partida do Palmeiras contra o Internacional no Beira-Rio - Pedro H. Tesch/AGIF
Willian acerta chute de esquerda em partida do Palmeiras contra o Internacional no Beira-Rio Imagem: Pedro H. Tesch/AGIF
Oscar Roberto Godói

Jornalista e ex-árbitro, esteve sob a chancela da Fifa de 1993 a 2000.

30/09/2019 13h23

Estamos no início do returno do Brasileirão e, covarde e irresponsavelmente, dirigentes técnicos ou administrativos de alguns clubes já fazem colocações levianas envolvendo árbitros que estariam beneficiando, premeditadamente, algum clube.

A incompetência administrativa ou técnica dos times acaba sendo amenizada pela suspeita de erros intencionais da arbitragem. Ora bolas, então como aceitam disputar um campeonato com cartas marcadas? Tudo isso acontece com a conivência do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e a irresponsabilidade da Comissão de Arbitragens da CBF.

Como pode haver esquema para beneficiar o Flamengo se escalaram um árbitro paulista para apitar Flamengo x Internacional, e o clube gaúcho teve dois jogadores expulsos e suspensos para o confronto contra o paulista Palmeiras?

No confronto entre Internacional x Palmeiras, o árbitro catarinense Bráulio Machado teve uma arbitragem elogiada até o momento do lance que resultou no segundo gol do Palmeiras, que poderia ter sido o da vitória por 2 a 1 e foi corretamente anulado por ter sido marcado após um toque de braço do atacante Willian na bola.

Após consultar o VAR, comandado pelo árbitro Fifa Wilton Sampaio, o árbitro de campo reiniciou o jogo com falta a favor do Internacional quando deveria ter marcado falta do zagueiro Klaus em Willian. Erro que deveria ter sido evitado e merece críticas, mas não ser interpretado como safadeza ou esquema para beneficiar o líder Flamengo.

Em dois jogos: Flamengo x São Paulo e Internacional x Palmeiras, tivemos interpretações na aplicação das regras pelos árbitros Rafael Tracci e Bráulio Machado, respectivamente, que merecem observações.

O jogo só deve ser paralisado para atendimento médico aos jogadores quando se tratar de contusão grave ou pancadas na cabeça. Caso contrário, o jogador levemente lesionado deve deixar o campo por conta própria ou ser atendido numa paralisação natural do jogo, exceto o goleiro.

Então, não dá para aceitar que os árbitros interrompam o jogo, principalmente ataques promissores, como fizeram, para atendimento médico aos que estavam sentindo câimbras. Revoltante a conivência dos árbitros com a perda de tempo a favor de quem está mal fisicamente ou burlando as regras.

Para transformarem seus erros em acertos, os respectivos árbitros mostraram cartão amarelo para aqueles que, corretamente, reclamaram do excesso de cuidado com quem estava contundido ou simulando.

Abra os olhos e tome uma atitude, Leonardo Gaciba!

Oscar Roberto Godói