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Mano reclama de gol anulado e cita lance do Fla: "VAR não pode ter camisa"

Do UOL, em São Paulo

29/09/2019 18h46

O técnico Mano Menezes reclamou bastante do gol anulado do Palmeiras nos minutos finais do empate por 1 a 1 com o Internacional, hoje, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. O árbitro Braulio da Silva Machado invalidou o lance após rever a jogada no monitor e marcar toque de mão de Willian. O técnico alviverde disse que o VAR não está sendo usado de forma igual para todas as equipes e fez referência a lances polêmicos de outras partidas - pelo menos um envolvendo o líder Flamengo.

"A gente fica chateado, é lógico, porque está vendo interpretações diferentes do VAR. Nós assistimos a todos os jogos, e uma hora é uma coisa e outra hora é outra coisa. Durante a semana, vimos pênalti que o VAR não chamou, e todos viram que foi pênalti. O VAR resolveu não chamar", afirmou Mano, em possível referência ao lance de Rodrigo Caio em cima de Guerrero na vitória do Flamengo sobre o Inter por 3 a 1 na quarta-feira.

"Ontem vimos lance de cartão vermelho que o VAR não chamou, e todos chegamos à conclusão de que era lance para cartão vermelho, porque olhamos o futebol. Então isso decide um campeonato, e não pode decidir, porque vai ser ruim para a nova ferramento que estão implantando no futebol", completou Mano, em alusão à partida em que o Flamengo empatou com o São Paulo, ontem no Maracanã, por 0 a 0. O lance em questão possivelmente é aquele em que Daniel Alves ficou reclamando de um pisão de Gabigol.

"O VAR não pode ter camisa, não pode ter pressão, não pode ter estádio. É para o bem do futebol, e tem que ter uma linha de conduta para que todos saibamos como nos comportar. E a gente entende que não foi o caso nessa última semana, está bastante claro", continuou Mano.

O treinador ainda contestou a anulação do gol do Palmeiras, marcado por Bruno Henrique. Na origem da jogada, a bola bateu no braço de Willian após uma dividida com o zagueiro Klaus. Em um primeiro momento, o árbitro viu falta de Klaus em Willian, mas deu vantagem e deixou o lance seguir até o gol de Bruno Henrique. Após rever a jogada no monitor, ele optou por dar o toque no braço do atacante palmeirense - de acordo com a nova regra, em lances de gol, qualquer toque de mão do ataque, voluntário ou não, anula a jogada.

"Ele marcou depois na revisão a bola no braço do Willian, mas o Willian, antes de a bola bater na mão, sofreu uma falta. E ele viu que foi falta, porque ele fez o sinal de vantagem. Então pensamos que é muito complexo o lance, muito difícil. Porque de maneira nenhuma foi voluntário, e não é o lance de acabamento da jogada. Me parece que a regra nova diz que você não pode fazer o gol com a mão, mas ao sofrer uma falta e levar vantagem, isso não está escrito em lugar nenhum. É nítido que o Willian não teve intenção", disse Mano.

Por reclamação já nos acréscimos do segundo tempo, o treinador recebeu seu terceiro cartão amarelo (já havia tomado dois quando comandava o Cruzeiro) e, por isso, está suspenso do próximo jogo do Palmeiras. Ele não poderá comandar o time à beira do campo no próximo domingo (6), quando a equipe recebe o Atlético-MG no Allianz Parque. O Verdão tem 46 pontos e está na segunda posição do Brasileiro, três pontos atrás do Flamengo.

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