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A história escondida por trás da vitória da Ponte Preta sobre o São Paulo

A Ponte Preta tem bom time. A informação não é novidade, para quem está acostumado a assistir ao Campeonato Paulista e fica mais evidente com a vitória por 2 x 0 sobre o São Paulo.

Mas desde 2017, quando foi vice-campeã contra o Corinthians e eliminou o Palmeiras nas quartas, não era tão claro que o time de Campinas pode ser a surpresa nas semifinais.

Joga com três zagueiros, tem o lateral argentino Risso com força pela esquerda, Iago Dias agressivo pela direita, dois bons centroavantes, seja Dodô que começou como titular, seja Gabriel Novaes, formado no São Paulo, com passagem pelas seleções brasileiras de base e pelo Barcelona.

A vitória da Ponte sobre o São Paulo abre o caminho para que o Palmeiras tenha a melhor campanha da fase de grupos pelo terceiro ano seguido. Parece inevitável que Abel Ferreira enfrente o time mais forte do interior. Digamos que as quartas de final ocorram entre Santos x Ituano, São Paulo x São Bernardo, Palmeiras x Ponte Preta, Bragantino x Mirassol (ou Corinthians).

Entre os prováveis segundos colocados, Ponte e Mirassol são os mais fortes — exceto se o Corinthians se recuperar.

Neste caso, vai valer muito ser o líder. Será a chance de fugir de clássico na semifinal, quando se enfrentarão o time de mais pontos contra o quarto colocado, segundo contra terceiro. Na situação atual, Santos x Bragantino, Palmeiras x São Paulo.

Enfrentar Bragantino, ou Mirassol, ou Novorizontino, não será fácil. Mas ser o primeiro colocado na fase de grupos parece sinal de não ter um rival histórico nas semifinais. Ficar em segundo ou terceiro pode representar caminho mais curto na tentativa de título.

E todo mundo sabe que ganhar o Paulista não salva a vida de ninguém. Mas perder mata-mata para rival atrapalha muito o resto do ano.

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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