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'Corinthians nunca teve tanto dinheiro nem tanta dívida', diz diretor

A excelente entrevista do diretor de finanças do Corinthians, Rozallah Santoro, ao De Primeira, do UOL Esporte, serviu para arredondar muitas coisas da maior crise financeira da história corintiana. Ele não planeja nem descarta completamente a ideia de recuperação judicial, diz que SAF não é a ideia enquanto não houver recuperação e, sobretudo, coloca informações de forma clara.

O Corinthians nunca ganhou tanto dinheiro nem nunca teve tanta dívida.

Por óbvio que seja, é importante colocar no papel.

Quando foi rebaixado, em 2007, o clube arrecadava R$ 70 milhões e tinha R$ 100 milhões de dívida. O mercado era diferente. Hoje, o clube tem R$ 950 milhões de receita, a segunda maior do país, e deve aproximadamente R$ 1,65 bilhão. Naquele tempo, o ex-diretor de finanças, Raul Corrêa, explicava que se arrecadava R$ 0,70 para cada R$ 1 de dívida. Hoje, são R$ 0,57 para cada R$ 1. "Hoje, é muito pior", diz Rozallah Santoro.

Ele confirma que nunca se recebeu tanto dinheiro e nunca houve tanta dívida e completa: "O Corinthians não tem caixa e não tem crédito."

Mas afirma haver, sim, sintonia entre o departamento de futebol e de finanças. A folha de pagamento não pode ultrapassar R$ 20 milhões mensais, número da temporada passada, e as contratações não podem superar R$ 100 milhões, valor a ser arrecadado pela venda do volante Moscardo.

O Corinthians precisa ser competitivo, porque 30% do dinheiro de televisão vem do desempenho e da classificação no Brasileiro. Rozallah concorda, no entanto, que montar um time forte pode depender mais da observação para descobrir talentos do que do cofre para comprar jogadores renomados.

Rozallah também localiza o momento de explosão da dívida corintiana: 2018. Trata-se do início do segundo mandato de Andrés Sanchez. Isso não isenta presidentes anteriores, como Mario Gobbi e Roberto de Andrade, que também atrasaram impostos. Mas o descontrole da dívida acontece na segunda gestão de Andrés, de acordo com o depoimento do diretor de finanças.

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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