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Os destinos cruzados do Santos e da família Teixeira

O final de 1982 foi quase tão triste para o Santos quanto a semana passada, do rebaixamento.

Uma sucessão de erros no primeiro ano de mandato de Ernesto Vieira, com quatro técnicos em onze meses - - Clodoaldo, Paulo Emílio, Cilinho e Formiga - - levou o clube à vexatória nona colocação do Paulista.

Equivalia a rebaixamento, porque só os seis primeiros classificavam-se para a Taça de Ouro. O Santos jogaria a Taça de Prata.

O jeitinho brasileiro produziu um convite da CBF para o bicampeão mundial não ficar de fora.

Coube a Milton Teixeira, na função de diretor de futebol, montar um time capaz de evitar novos vexames. Contratou Serginho Chulapa, Paulo Isidoro, Dema, juntou-os a Pita e João Paulo e levou o Santos à finalíssima do Brasileiro de 1983, do qual nem sequer participaria.

Milton seria eleito presidente no final daquele ano de 1983 e levaria o Santos ao título estadual do ano seguinte, com Rodolfo Rodriguez juntando-se àquela seleção.

Apenas oito anos depois, o filho, Marcelo Teixeira, seria eleito o mais jovem presidente do Santos, aos 27 anos. Fez mandato razoável entre 1992 e 1993. Mais experiente, retornou à presidência em 2000, para nove anos de comando, nos quais conquistou os Brasileiros de 2002 e 2004 e os Paulistas de 2006 e 2007.

Além dos troféus, atendeu ao pedido do eterno capitão José Ely de Miranda, o Zito, e criou a categoria sub-11 para poder contratar um menino chamado Neymar.

Quarenta anos após a montagem do timaço da década de 1980, por seu pai, Marcelo tem a missão de tirar o Santos do vexame da segunda divisão. Agora, no campo, não nos bastidores.

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Que o destino entregue a mesma sorte ao filho que emprestou ao seu pai, há quarenta anos.

Boa sorte a Marcelo Teixeira.

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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