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Com três pilotos separados por 96 milésimos, Verstappen lidera na Bélgica

Max Verstappen, da Red Bull, no circuito Spa-Francorchamps - Red Bull/Divulgação
Max Verstappen, da Red Bull, no circuito Spa-Francorchamps Imagem: Red Bull/Divulgação
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

28/08/2020 11h29

Max Verstappen, da Red Bull, foi o mais rápido da sexta-feira de treinos livres para o GP da Bélgica, após uma sessão em que três pilotos ficaram separados por 96 milésimos: o holandês fez o tempo de 1min43s744 e foi apenas 48 milésimos mais rápido que o segundo, a surpresa Daniel Ricciardo, da Renault. E o líder do campeonato, Lewis Hamilton, foi o terceiro, depois de ter cometido um erro na última curva do circuito de Spa-Francorchamps.

Seu companheiro de Mercedes, Valtteri Bottas, que liderou a primeira sessão, também demonstrou ter dificuldades com o carro na parte final da pista, e foi apenas o sétimo, atrás também de Alex Albon, da Red Bull, e Sergio Perez, da Racing Point.

Depois de surpreender em uma volta lançada, Ricciardo teve problemas durante sua simulação de corrida e foi instruído a parar o carro. A equipe não quis falar nem para seu companheiro, Esteban Ocon, o que aconteceu com a Renault, mas depois divulgou que o carro teve uma perda de pressão hidráulica. Alguns minutos depois, a sessão teve uma bandeira vermelha e foi interrompida por detritos na primeira curva após uma batida que tinha acontecido ainda na sessão da Fórmula 2, algumas horas antes. Isso atrapalhou diretamente as simulações de corrida de todas as equipes.

Pouca ou muita asa?

As equipes aproveitaram a segunda sessão de treinos livres para testar suas configurações para Spa-Fracorchamps com claras diferenças até mesmo entre companheiros de equipes. Como o segundo setor da pista tem mais curvas de alta velocidade e exige carros que gerem mais pressão aerodinâmica, e o primeiro setor é exatamente ao contrário, não é fácil encontrar o melhor equilíbrio.

Um exemplo claro foi o desempenho das duas Renault: Ocon era muito mais rápido no primeiro setor, enquanto Ricciardo foi para outra direção em termos de acerto, e quem se deu melhor foi o australiano. Mas não há um certo ou errado para esta opção de configuração: tudo depende das características do carro.

Para a Ferrari, por exemplo, não há opção: sem potência no motor, eles têm de usar uma configuração com asas menores, gerando menos pressão aerodinâmica, para compensar. Isso dificulta bastante o trabalho dos pilotos e, pelo menos nesta sexta-feira, nem isso foi suficiente para que Charles Leclerc e Sebastian Vettel sequer conseguissem andar dentro do top 10.

Outra complicação para as equipes é o clima, já que há possibilidade de chuva para a corrida, o que complicaria ainda mais a vida da Ferrari e de outros pilotos que optem por uma configuração que gere pouca pressão aerodinâmica.

Além das atividades de pista, a F1 anunciou também que vai correr em um traçado diferente na segunda prova do Bahrein, em dezembro. O circuito será de alta velocidade e terá tempos de volta de menos de 1min, algo muito raro na categoria.

Voltando à programação do GP da Bélgica, sétima etapa do campeonato, os carros voltam à pista para o último treino livre antes da classificação, às 7h da manhã pelo horário de Brasília.

Confira a classificação do 1º treino livre do GP da Bélgica
1º Max Verstappen (HOL/Red Bull) - 1min43s744
2º Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - +0s048
3º Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - +0s096
4º Alex Albon - (TAI/Red Bull) +0s390
5º Sergio Perez (MEX/Racing Point) - +0s393
6º Valtteri Bottas (FIN/Mercedes) - +0s418
Lando Norris (ING/McLaren) - +0s424
8º Esteban Ocon (FRA/Renault) - +0s464
9º Carlos Sainz (ESP/McLaren) - +0s730
10º Pierre Gasly (FRA/AlphaTauri) - +0s856
11º Lance Stroll - (CAN/Racing Point) +0s934
12º Daniil Kvyat (RUS/AlphaTauri) - +1s082
13º Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - +1s117
14º Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo) - +1s152
15º Charles Leclerc (MON/Ferrari) - +1s696
16º George Russell (ING/Williams) - +1s719
17º Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) - +1s939
18º Nicholas Latifi (CAN/Williams) - +2s030
19º Romain Grosjean (FRA/Haas) - +2s090
20º Kevin Magnussen (DIN/Haas) - +2s498

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.