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Hamilton fecha os treinos livres na frente após 2 dobradinhas da Mercedes

Lewis Hamilton, da Mercedes, nos treinos livres do GP dos 70 Anos da F1 - LAT Images/Mercedes
Lewis Hamilton, da Mercedes, nos treinos livres do GP dos 70 Anos da F1 Imagem: LAT Images/Mercedes
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

07/08/2020 12h28

Lewis Hamilton foi o mais rápido desta sexta-feira de treinos livres no GP dos 70 Anos da Fórmula 1, que está sendo disputado na pista de Silverstone, na Inglaterra, palco do primeiro GP da categoria em 1950. O líder do campeonato comandou a dobradinha da Mercedes, com Valtteri Bottas em segundo, invertendo as posições em relação ao primeiro treino livre, disputado horas antes. Mas o que mais chamou a atenção foi o tempo do inglês 1min25s606, feito com os pneus médios, que não são os mais rápidos dentre os três compostos disponíveis. Quem usou o composto mais macio e mais aderente para fazer a volta mais rápida foi Bottas, que ficou a 176 milésimos do inglês mesmo assim.

Daniel Ricciardo, da Renault, surpreendeu ao fazer o terceiro tempo mais rápido da sessão. O australiano foi 815 milésimos, no entanto, mais lento que Hamilton, indicando que a supremacia da Mercedes observada no último final de semana, quando a F1 também correu em Silverstone, continua.

A equipe que tem o carro apelidado de Mercedes rosa por causa da semelhança com o equipamento do time alemão, a Racing Point, ganhou as manchetes desta sexta-feira depois de ser punida com a perda de 15 pontos e uma multa que supera os 2 milhões e meio de reais. Isso porque os dutos de freio que eles estão usando foram considerados uma cópia quase literal do equipamento da Mercedes de 2019, o que e proibido pelo regulamento. Mas a briga em relação à legalidade do carro deve continuar ao longo da temporada, uma vez que vários rivais já declararam que não estão satisfeitos com a decisão, até porque a Racing Point não terá de fazer mudanças no carro mesmo após a punição.

E o bom rendimento do time também contribui para o descontentamento dos rivais: nesta sexta-feira, Lance Stroll foi o quinto e Nico Hulkenberg, foi o sexto. O alemão segue substituindo Sergio Perez, que testou novamente positivo para coronavírus na última quinta-feira.

Os dois ficaram logo atrás de Max Verstappen, que foi o quarto na tabela de tempos, mas perdeu grande parte da sessão devido a um problema em sua Red Bull, que o tirou justamente do momento em que os pilotos faziam as simulações de corrida. Elas são particularmente importantes porque a Pirelli mudou os compostos de pneus em relação à semana passada. Os compostos para o GP dos 70 Anos são mais macios, o que deve obrigar os pilotos a fazerem duas paradas na corrida. Antes dos problemas, Verstappen até foi cumprimentado pelo brincalhão Lando Norris, da McLaren, que foi oitavo, quando os dois se encontrarm na pista.

Outro que teve problemas foi Sebastian Vettel, que terminou fora do top 10 com a Ferrari e, com menos de 10 minutos para o final, teve o que aparentou ser uma quebra de motor. O carro da Ferrari deixou um rastro de óleo na pista que fez com que o Safety Car virtual fosse acionado. A falha aconteceu quando ele realizada sua simulação de corrida.

Os carros agora terão mais 1h para prepararem os carros no último treino livre, que começa às 7h da manhã, pelo horário de Brasília, antes da definição do grid de largada, que tem início às 10h

Confira a classificação do treino livre em Silverstone:
1º Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - 1min25s606
2º Valtteri Bottas (FIN/Mercedes) - +0s176
3º Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - +0s815
4º Max Verstappen (HOL/Red Bull) - +0s831
5º Lance Stroll - (CAN/Racing Point) +0s895
6º Nico Hulkenberg (ALE/Racing Point) - +1s140
7º Charles Leclerc (MON/Ferrari) - +1s206
Lando Norris (ING/McLaren) - +1s261
9º Carlos Sainz (ESP/McLaren) - +1s312
10º Esteban Ocon (FRA/Renault) - +1s322
11º Alex Albon - (TAI/Red Bull) +1s354
12º Daniil Kvyat (RUS/AlphaTauri) - +1s396
13º Pierre Gasly (FRA/AlphaTauri) - +1s522
14º Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) - +1s592
15º Romain Grosjean (FRA/Haas) - +1s688
16º George Russell (ING/Williams) - +1s714
17º Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo) - +1s929
18º Kevin Magnussen (DIN/Haas) - +1s976
19º Nicholas Latifi (CAN/Williams) - +2s077
20º Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - +2s349

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.