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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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John John volta a surfar, e Kelly Slater não deve ir a Tóquio

19.dez.2016 - Surfista americano John John Florence participa do segundo dia de competição do Billabong Pipe Masters em Pipeline, em Oahu no Hawaii (EUA) - Brian Bielmann/AFP
19.dez.2016 - Surfista americano John John Florence participa do segundo dia de competição do Billabong Pipe Masters em Pipeline, em Oahu no Hawaii (EUA) Imagem: Brian Bielmann/AFP
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

23/06/2021 10h44

Kelly Slater não deverá mesmo ter a chance de participar de uma Olimpíada — ou a Olimpíada, a chance de ter Kelly Slater como participante. O maior nome da história do surfe é reserva da equipe dos Estados Unidos e viu Tóquio-2020 entrar no radar por conta de uma lesão grave no joelho de John John Florence. Mas, hoje (23), o havaiano anunciou que voltou a surfar depois de um mês.

John John, que foi bicampeão do circuito da WSL em 2016 e 2017 e venceu duas etapas na temporada de 2019, sofreu uma ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho, o chamado LCA, que costuma exigir uma das cirurgias mais complicas (e comuns) do esporte. A lesão ocorreu durante a etapa de Margaret River, na Austrália, a terceira da temporada, e ele rapidamente voltou para casa para ser operado.

Na cirurgia, os médicos conseguiram reparar o LCA, recolocando a extremidade do ligamento no fêmur. Com isso, ele não precisou fazer uma reconstrução completa, nem ficar oito meses afastado do esporte, como costuma acontecer. Pelo contrário. Um mês depois, ele voltou à água.

"O apoio que recebi no mês passado foi incrível. Obrigado a todos que me ajudaram neste processo de recuperação. É tão bom voltar a surfar na água!", postou Florence no seu Instagram. Na ausência dele, os brasileiros ocupam os três primeiros lugares da WSL: Gabriel Medina em primeiro, Ítalo Ferreira em segundo e Filipe Toledo em terceiro. Só os dois primeiros vão a Tóquio, por causa da cota de países.

Kohole Andino, o outro representante dos Estados Unidos na Olimpíada, também está fora da WSL por lesão sofrida na primeira etapa. Mas o problema dele é, em tese, mais simples: uma lesão no tornozelo.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado inicialmente, John John Florence foi bicampeão de surf em 2016 e 2017. Em 2018, o campeão foi Gabriel Medina. O erro foi corrigido.