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Contrato da F1 com São Paulo proíbe outros GPs no Brasil até 2025

Detalhe do Autódromo de Interlagos na cidade de São Paulo - Duda Bairros/AGIF
Detalhe do Autódromo de Interlagos na cidade de São Paulo Imagem: Duda Bairros/AGIF
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

18/01/2021 18h54

Com Julianne Cerasoli

O Rio de Janeiro não receberá tão cedo uma corrida de Fórmula 1. O contrato assinado entre a Prefeitura de São Paulo e a Formula One World Championship Limited, empresa organizadora da categoria, prevê que, anualmente, de 2021 a 2025, apenas uma corrida seja realizada no Brasil. Exatamente a de Interlagos, que agora vai se chamar "GP São Paulo".

A Prefeitura de São Paulo usou a Lei de Falências para decretar sigilo em todos os documentos relativos ao contrato firmado com a Fórmula 1 para a compra de cinco etapas do campeonato, de 2021 a 2025. A reportagem solicitou acesso à documentação via Lei de Acesso à Informação, mas o pedido foi rejeitado pela Casa Civil. A reportagem vai recorrer.

O governo Bruno Covas (PSDB) também havia decretado sigilo sobre o contrato com a empresa de capital árabe (de Abu Dabi) MC Brazil LPG Holdings, que usa o nome comercial Brasil Motorsport, para que ela faça a operação da corrida por R$ 20 milhões ao ano. Esse sigilo foi questionado pelo vereador Rubinho Nunes (Patriota), que conseguiu na Justiça que os documentos fossem tornados públicos, o que a prefeitura fez hoje, mantendo o sigilo apenas sobre a versão final do contrato.

Entre a documentação agora disponível está uma carta assinada por Chloe Targett-Adams, diretora de promoção de corridas, na qual ela informa à prefeitura que, ao mesmo tempo em que vendeu os direitos da prova a São Paulo, também definiu que a Brasil Motorsport é a única empresa autorizada a organizar e promover o GP São Paulo entre 2021 e 2025.

Ou seja: foi a Fórmula 1, e não a Prefeitura de São Paulo, que definiu que a Brasil Motorsport teria de ser contratada para realizar a prova adquirida pelo governo municipal. É na carta de Targett-Adams que consta a informação de que a Fórmula 1 declara que só irá realizar uma corrida por ano no Brasil até 2025.

Antes de contratar a Brasil Motorsport por R$ 20 milhões/ano, a prefeitura também fechou contrato com a Fórmula 1 para comprar os direitos da corrida. O custo anual desse contrato é mantido sob sigilo, mas em outras etapas o valor varia de R$ 100 milhões a R$ 300 milhões ao ano.

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