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Governo de SP prevê que arena no Ibirapuera terá ingresso mais caro do país

Projeto referencial do Ibirapuera - Reprodução
Projeto referencial do Ibirapuera Imagem: Reprodução
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

05/12/2020 04h00

A arena multiuso que o governo de São Paulo pretende que a iniciativa privada construa no Ibirapuera terá o ingresso mais caro do Brasil. Essa é a previsão do relatório econômico-financeiro preliminar e referencial que sustenta o projeto de concessão do Complexo Esportivo do Ibirapuera. Ali, considera-se que o preço médio do ingresso para eventos esportivos de nível nacional será R$ 63.

Nenhum clube do futebol brasileiro praticava valores tão altos na comercialização de ingressos para torneios de âmbito nacional antes da pandemia. No ano passado, o clube com tíquete médio mais caro no Brasileirão foi o Palmeiras, que cobrou R$ 55 por ingresso, em média. O segundo colocado foi o campeão Flamengo, com R$ 51, seguido pelo Corinthians, com R$ 50.

O estudo prevê que a futura arena seja alugada apenas seis dias por ano para eventos esportivos nacionais, movimentando um público médio de 8,6 mil pessoas e uma renda média de R$ 541 mil por evento. Como comparação, as duas partidas finais do NBB do ano passado disputados no Maracanãzinho, um ginásio que foi palco da última final olímpica do vôlei, com a presença do Flamengo, clube de maior torcida do país, renderam R$ 242 mil em bilheteria, somadas. O tíquete médio para as finais não chegou a R$ 20.

Também chama atenção a alta expectativa para a venda de ingressos em eventos esportivos internacionais. Pelo estudo, seriam 12 datas por ano, com público médio de 15 mil pessoas e tíquete médio de R$ 111. No ano em que ganhou a Libertadores, o Flamengo cobrou R$ 67 por ingresso. A previsão é que cada dia de evento internacional gere R$ 1,69 milhão em receita com ingressos. Isso é três vezes a bilheteria somada de todos os oito dias de realização do Brasil Open de Tênis, em 2018, no Ibirapuera.

O estudo não explica como foram calculados esses valores. No caso de shows internacionais, a previsão é de R$ 398 por ingresso. Para shows nacionais, R$ 231.