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Dois jogadores de rúgbi morrem após naufrágio no Rio Negro

Roberto Cardoso, ao centro, com os filhos - Reprodução/Instagram
Roberto Cardoso, ao centro, com os filhos Imagem: Reprodução/Instagram
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

23/11/2020 12h26

Dois jogadores que participariam do Troféu Baré morreram após a embarcação em que estavam naufragar no Rio Negro na Comunidade São Thomé, em Iranduba (AM), no sábado. Pedro Augusto Gonçalves Coutinho, de 28 anos, e Roberto Flavian da Silva Cardoso, de 40 anos, estavam no local para participar do torneio de rúgbi criado para integrar atletas de todo o país com os praticantes do Norte.

Coutinho era policial penal, trabalhava em uma penitenciária em Sorocaba (SP) e, de acordo com o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de São Paulo, havia viajado para acompanhar o amigo. Eles haviam participado de um luau e estavam voltando para a comunidade de São Thomé, onde estavam hospedados.

De acordo com a prefeitura de Manaus (AM), a embarcação virou e lançou sete pessoas no rio. Cinco dos atletas conseguiram retornar ao barco, mas os outros dois não tiveram sucesso. Sites da região, porém, relatam que os dois atravessavam o rio em pequeno bote. Os corpos foram encontrados pelos Bombeiros.

"Todas as medidas legais estão sendo tomadas. Nossa dor e pesar são imensas e estendemos a todas as famílias envolvidas; nosso profundo pesar. A família do rúgbi está toda junta nesse momento", postou o Grua Rugby (Grupo de Rúgbi da Universidade do Amazonas), equipe que eles defenderiam no torneio.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Manaus, Roberto era servidor no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e "muito querido pela equipe, conhecido pelo temperamento tranquilo e por ser muito prestativo". Ele deixa a esposa e dois filhos, que também jogam rúgbi.

O Lucheza, equipe de Sorocaba, lamentou a morte do jogador de Coutinho. "Couto, nosso tryman de 2018, (foi) maior responsável por levar o clube para o lugar de onde nunca deveria ter saído, com sua luta, sua garra, entrega e seu hat-trick na final. Foram 8 anos vestindo o azul e amarelo com coração. Estará eterno em nossos corações, dentro e fora de campo. Nossos mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos", escreveu o clube no Facebook.

Coutinho, jogador de rúgbi que morreu em naufrágio, carrega a bola - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Coutinho, jogador de rúgbi que morreu em naufrágio, carrega a bola
Imagem: Reprodução/Facebook