PUBLICIDADE
Topo

Olhar Olímpico

Brasil fatura três medalhas na volta das competições de judô

Maria Suelen (à direita) e Bia Soares (à esquerda) com medalhas em Budapeste - Reprodução/Instagram
Maria Suelen (à direita) e Bia Soares (à esquerda) com medalhas em Budapeste Imagem: Reprodução/Instagram
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

26/10/2020 11h26

Depois de oito meses sem competições oficiais, o Circuito Mundial de Judô voltou no fim de semana com um Grand Slam em Budapeste, na Hungria, por enquanto o único programado até o fim do ano. O Brasil participou com 18 atletas e ganhou três medalhas, todas de bronze, com Willian Lima (66kg) e as pesadas Maria Suelen Altheman e Bia Souza.

Com o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a corrida para se classificar à Olimpíada também foi estendida em mais um ano. Hoje (26) o ranking foi atualizado após os resultados em Budapeste e o Brasil segue tendo atletas na zona de classificação em todas as 14 categorias. No pesado feminino, Maria Suelen é terceira, com 5.300 pontos, contra 4.958 de Bia Souza, a sexta. Mantendo-se essa proximidade, caberá à comissão técnica escolher a representante do país em Tóquio.

Em Budapeste, Bia faturou o bronze ao vencer Larisa Ceric, da Bósnia, enquanto Maria Suelen bateu a Rochele Nunes, que defende Portugal, mas é brasileira e se naturalizou exatamente pela dificuldade em chegar à Olimpíada pelo Brasil. Hoje ela é a 11ª melhor do mundo.

Aliás, dois brasileiros ganharam medalha no Grand Slam competindo por Portugal. Bárbara Timo venceu a brasileira Maria Portela nas quartas de final e ficou com o bronze na categoria até 70kg. Hoje ela é número 12 do ranking mundial, enquanto Portela aparece abaixo, em 18º. No masculino, Rodrigo Lopes ganhou sua primeira medalha em um Grand Slam, também de bronze, na categoria até 60kg. Ele deixou pelo caminho o melhor brasileiro da categoria, Eric Takabatake.

O Brasil também teve um estreante no pódio. Convocado como membro da seleção júnior, Willian Lima foi bronze na categoria até 66kg. Ele subiu para o 27º lugar do ranking olímpico, na zona de classificação, mas ainda muito longe de Daniel Cargnin, o nono.

Quinta colocada no ranking da categoria até 78kg, Mayra Aguiar não foi a Budapeste, assim como Rafaela Silva, suspensa por doping. Rafael Silva, sexto na categoria pesado, foi e terminou em sétimo — ele é o sexto do ranking e tinha chance de abrir vantagem sobre David Moura. Larissa Pimenta, na até 52kg, perdeu na estreia e deixou escapar a chance de praticamente selar sua ida a Tóquio. Ela disputa vaga com Sarah Menezes.

+ Acompanhe o que mais importante acontece no esporte olímpico pelos perfis do Olhar Olímpico no Twitter e no Instagram. Segue lá! +