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Julgamento de Carol é adiado por pedido de interferência externa

Carol Solberg - Divulgação/FIVB
Carol Solberg Imagem: Divulgação/FIVB
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

06/10/2020 09h18

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu adiar, na manhã de hoje, o julgamento que seria realizado a noite, a partir das 18h (de Brasília), da jogadora de vôlei de praia Carol Solberg. Ela gritou "Fora, Bolsonaro" após a partida que valia bronze na primeira etapa da temporada do Circuito Brasileiro, em entrevista transmitida ao SporTV.

O julgamento estava marcado desde a semana passada e seria realizado pela 1ª comissão disciplinar, escolhida por sorteio — são duas. A decisão por adiar veio depois que duas entidades externas pediram para ser parte.

Essas duas entidades são a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) o e Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH). O relator do processo no STJD, o advogado Robson Luiz Vieira optou por adiar o julgamento para avaliar o pedido e submeter o caso de volta à procuradoria.

Ontem à noite, depois de mais de duas semanas do fato, a Comissão de Atletas do COB, a CACOB, soltou nota defendendo Carol. O grupo pediu um julgamento justo e pediu que seja respeitada a "jurisprudência", numa referência, não literal, a casos como do jogador de futebol Felipe Melo e dos jogadores de vôlei Wallace e Maurício Souza, que demonstraram apreço por Jair Bolsonaro e não foram denunciados.

A intervenção de terceiro é prevista no artigo 55 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva: "A intervenção de terceiro poderá ser admitida quando houver legítimo interesse e vinculação direta com a questão discutida no processo, devendo o pedido ser acompanhado da
prova de legitimidade, desde que requerido até o dia anterior à sessão de julgamento".

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