PUBLICIDADE
Topo

Olhar Olímpico

Após críticas por patrocinar o Fla, Banco de Brasília ajuda times locais

Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

24/07/2020 04h00

O governo do Distrito Federal anunciou ontem (23) um pacote de apoio ao futebol local, reservando R$ 6 milhões para clubes como Gama, Brasiliense e Minas Brasília (feminino), para serem distribuídos ao longo de dois anos e meio. O governo distrital havia sido duramente criticado há menos de um mês, quando anunciou um patrocínio de pelo menos R$ 32 milhões ao Flamengo, clube do Rio de Janeiro.

Na ocasião, o Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC-DF) chegou a entrar com representação pedindo ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) questionando o patrocínio do Banco de Brasília, estatal. No documento, o órgão lembrou que o valor mínimo de garantido ao Flamengo por um contrato de um ano é quatro vezes mais do que os R$ 8 milhões que o banco tinha à disposição para gastar com patrocínios no ano passado.

O BRB, que já patrocinava o basquete do Flamengo, também já apoiava o futebol local, mas com valores expressivamente mais baixos. No último ano, só R$ 512 mil foram repassados a seis times distintos do Campeonato Brasiliense, o Candangão.

As críticas repercutiram e fizeram o governo distrital agir. Ontem, o presidente do BRB e a secretária de Esporte do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas) assinaram um protocolo de intenções que pode injetar até R$ 6 milhões no futebol local por dois anos e meio. Dirigentes do Gama, do Brasiliense e do Minas Brasília estiveram presentes. Também entram no rateio o futebol de várzea e o futsal.

Mas o dinheiro não é garantido. Ele depende do desempenho dos clubes, do cumprimento de metas e da apresentação de documentos - o BRB chegou a anunciar no ano passado um patrocínio à Confederação Brasileira de Basquete, nunca efetivado porque a entidade não tem certidões de débito. "Todos os times que tiverem documentação terão condição de acessar esse patrocínio", disse o vice-governador Paco Britto. O governo não explicou como se dará a divisão do dinheiro.