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Tifanny renova e vai continuar no Sesi/Bauru

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Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

16/07/2020 12h51

A ponteira Tifanny Abreu renovou seu contrato e vai continuar defendo o Sesi Vôlei Bauru na Superliga Feminina. Em comunicado nesta quinta-feira (16), um dia depois de confirmar sua participação no torneio na próxima temporada, a equipe do interior de São Paulo anunciou que a jogadora irá para sua quarta temporada com o time. A central Adenízia também renovou o contrato.

"Acredito que a equipe está bem montada e vem crescendo muito a cada ano. Vamos lutar pelos objetivos até o fim e poder chegar nas cabeças em todos as competições e lutar por títulos nessa temporada", disse Tifanny em material divulgado pela assessoria de imprensa do Sesi/Bauru.

Ela se tornou referência no país ao se tornar, em 2018, a primeira atleta transexual mulher no esporte de alto rendimento do Brasil. Mas o sucesso nas quadras proporcionou também críticas fora delas, com movimentos conservadores tornando a jogadora alvo de campanha difamatória, com direito a pedidos para que o Comitê Olímpico Internacional (COI) revisasse seus critérios para barrar mulheres transexuais.

Para poder jogar, Tifanny tem que manter-se dentro de um limite de 10 nmol/L de testosterona no seu sangue, que pode ser colhido a qualquer momento. A regra foi instituída pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) após orientação do COI. Mas, para tentar barrar a jogadora, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) ameaça vetar um projeto de lei que determina que só o sexo biológico poderia determinar a inscrição de uma atleta em uma competição.

O projeto, do deputado estadual Altair Moraes (Republicanos) vai e volta da pauta da Alesp e esteve perto de ser votado na semana passada, sendo retirado depois que o movimento Atletas pela Democracia soltou comunicado contrário ao projeto e assinado pela jogadora Tandara, que vinha sendo usada, indevidamente segundo ela, como garota-propaganda do veto a Tifanny. No documento, Tandara defende que a ciência, não deputados, decida sobre o tema.