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Argentino é suspenso por doping e Brasil ganha mais uma medalha do Pan

Victor Colonese - Satiro Sodré/SSPress
Victor Colonese Imagem: Satiro Sodré/SSPress
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

09/06/2020 12h44

Os Jogos Pan-Americanos de Lima aconteceram há quase um ano, mas os resultados das provas continuam sofrendo alterações devido a punições por doping. A mais recente delas atingiu o argentino Guillermo Bertola, medalhista de bronze da maratona aquática, que foi suspenso por quatro anos e perdeu resultados dos últimos dois anos e meio. Com isso, o brasileiro Victor Colonese, quarto colocado na prova, deverá ficar com o bronze.

A suspensão foi confirmada por painel da Federação Internacional de Natação (Fina) por doping biológico. De acordo com o jornal argentino El Clarín, Bertola não reportou às autoridades de controle de doping que realizou uma transfusão de sangue em 23 de janeiro de 2018, segundo ele por causa de gastroenterite. "Eu estava anêmico, me senti fraco para competir", contou.

Ao jornal, o nadador disse que, uma vez que nenhum dos seus testes apresentou resultado positivo para substância proibida pelo Código Mundial Antidoping, ele optou por não contratar advogado e se defender sozinho. Mas a transfusão de sangue não reportada também é uma violação do código e ele acabou suspenso por quatro anos, até janeiro de 2024. Mais do que isso: também perdeu todos os resultados conquistados desde o dia da transfusão.

E isso inclui o bronze nos Jogos Pan-Americanos de Lima. O processo até a medalha chegar a Colonese, porém, ainda deverá ser longo. A Fina precisa comunicar a punição à PanAm Sports, que solicita a devolução da medalha. Só depois disso tudo é que o resultado é alterado e o brasileiro é promovido ao bronze.

Com a confirmação do bronze para Colonese, o Brasil passaria a ficar com 54 medalhas de ouro, 46 de prata e 69 de bronze, sendo 169 no total. O país, antes, havia perdido o ouro de Rafaela Silva, a prata de Andressa de Moraes no disco e um bronze no ciclismo de pista por doping. Por outro lado, Fernanda Morais foi promovida de bronze a prata no disco e Vitória Rosa passará pelo mesmo nos 100m.