PUBLICIDADE
Topo

Olhar Olímpico

Último paciente vai embora e hospital de campanha do US Open chega ao fim

Hospital de campanha do US Open - Divulgação
Hospital de campanha do US Open Imagem: Divulgação
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

15/05/2020 12h23

Anunciado no final de março, o hospital de campanha montado nas quadras cobertas do complexo do US Open foi desativado nesta quinta-feira (14) em Nova York, nos Estados Unidos, depois de um mês e meio. O local tinha 350 leitos, além de uma cozinha industrial para preparação de refeições, que ainda vai funcionar por mais uma semana.

No momento em que decidiu-se pela construção do hospital de campanha, Nova York era a cidade mais atingidas pelo novo coronavírus nos Estados Unidos. Naquele momento, o número de mortos no país estava em 3,8 mil, segundo uma contagem da Universidade John Hopkins, sendo 2,6 mil no estado de Nova York. Só na região, as mortes diárias ultrapassavam a barreira de 500.

Após ultrapassar mil mortes por dia em meados do mês passado, Nova York agora vê uma curva negativa no número de mortos e de novas internações. Há uma semana os mortos diários estão abaixo de 200. Também os novos casos são menores: pouco mais de 2 mil por dia, ante um pico de 11 mil..

"O hospital foi oficialmente fechado e atualmente estamos no modo de desligamento", disse Danny Zausner, diretor de operações do Centro Nacional de Tênis do Billie Jean King. "(A equipe) estará lá nas próximas três a quatro semanas desmontando, higienizando e preparando-nos para abrir nossos escritórios internos assim que possível. Estou feliz que esta parte tenha terminado, então sabemos que estamos indo na direção certa", continuou.

A ideia de utilizar estruturas esportivas como hospitais de campanha está sendo replicada em diversos países, inclusive o Brasil. O construído no Pacaembu, por exemplo, tem 200 leitos, dos quais 146 estavam ocupados no último domingo, quando a secretaria municipal de saúde divulgou dados. No Rio de Janeiro, de acordo com reportagem de ontem da GloboNews, o hospital de campanha do Maracanã tinha 11% dos leitos ocupados.