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Boliche e outros esportes alternativos são excluídos do programa do Pan

Marcelo Suartz durante treinamento de boliche para os Jogos Pan-Americanos de Lima - Alexandre Loureiro/COB
Marcelo Suartz durante treinamento de boliche para os Jogos Pan-Americanos de Lima Imagem: Alexandre Loureiro/COB
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

05/03/2020 16h58

A Panam Sports, equivalente ao Comitê Olímpico Internacional (COI) nas Américas, definiu hoje as modalidades que farão parte do programa dos Jogos Pan-Americanos de Santiago (Chile), em 2023. Além dos esportes olímpicos, foram mantidos o beisebol/softbol, o caratê (que estarão em Tóquio-2020, mas sairão do programa olímpico para 2024), a patinação (velocidade e artística) e o esqui aquático. Mesmo presente no programa olímpico, a escalada esportiva segue de fora.

"Foi determinado que outros esportes podem ser incluídos, sempre e quando se possa contar com infraestrutura de qualidade e que isso não signifique maior gasto para a cidade sede", explicou, em nota, o Comitê Executivo da Panam Sports, que se reuniu em Porto Rico.

Na edição passada, de Lima, o Pan teve um recorde de medalhas distribuídas, causado principalmente pelo aumento no número de provas e de eventos de modalidades que não fazem parte do programa olímpico. Comitês como do Brasil defendiam a exclusão desses esportes, que não costumam estar sob a esfera de poder dos comitês olímpicos.

Para Santiago foram excluídos a pelota basca (teve 10 provas em Lima), o boliche (quatro), o fisiculturismo (duas), o raquetebol (seis) e o tradicional squash (7). Só aí são 29 medalhas de ouro a menos. Só mais para frente deverá ser decidido se o esqui aquático mantém o número incomum de provas, dez. No feminino, uma mesma norte-americana ganhou três medalhas de ouro.

Em Lima não foram disputadas as provas de skate, por causa de uma disputa de poder entre as confederações nacionais de skate e a federação pan-americana de patinação, que tem o controle do skate na região e é administrada por dirigentes da patinação. Esse modelo continua, com uma modalidade chamada "roller sports", que inclui o skate, a patinação velocidade e a patinação artística.

Excluídos, o boliche e o squash eram disputados regularmente desde Mar del Plata-1995. O raquetebol e a pelota bascas eram intermitentes, tendo sido disputados em sete e quatro edições, respectivamente. Já o fisiculturismo estreou em Lima e não vai deixar saudades.

Olhar Olímpico