PUBLICIDADE
Topo

Bia Haddad comprova contaminação e leva 10 meses de suspensão por doping

Bia Haddad Maia comemora ponto conquistado sobre Garbiñe Muguruza - REUTERS/Hannah McKay
Bia Haddad Maia comemora ponto conquistado sobre Garbiñe Muguruza Imagem: REUTERS/Hannah McKay
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

10/02/2020 13h37

Bia Haddad Maia conseguiu escapar de uma punição pesada pelo caso de doping revelado em meados do ano passado. A Federação Internacional de Tênis (ITF) acatou a alegação de que as substâncias proibidas entraram no organismo da tenista brasileira a partir de um suplemento contaminado e aplicou a ela uma suspensão de 10 meses, apenas. Ela foi defendida pelo escritório do especialista Bichara Neto.

A então melhor brasileira no ranking da WTA foi suspensa provisoriamente pela ITF em 22 de julho do ano passado. Com isso, a suspensão dela vai até o próximo dia 21 de maio, com ela ficando livre para atuar no dia seguinte, na véspera do início da chave principal de Roland Garros. Mas, sem ranking, Bia Hadad não poderá disputar o Grand Slam francês.

A brasileira não entra em quadra desde 4 de julho de 2019, quando foi eliminada na segunda rodada de Wimbledon pela britânica Harrie Dart. A amostra colhida durante o Torneio de Bol (Croácia) no dia 4 de junho, deu resultado positivo para duas substâncias proibidas: metabólitos de SARM S-22 e SARM LGD-4033. Ambas são substâncias não-especificadas e proibidas na categoria S1 (agentes anabólicos) da lista da Agência Mundial Antidoping (WADA, na sigla em inglês).

As duas substâncias são SARM's, moduladores seletivos de receptores de androgênio, usados principalmente para ganhar massa muscular. São populares entre fisiculturistas e nas academias, mas proibidos no esporte de alto rendimento. Os casos de doping por SARM's têm sido cada vez mais comuns.

A defesa de Bia, porém, conseguiu comprovar que as substâncias proibidas entraram no organismo dela pelo consumo de suplementos alimentares contaminados. Exames feitos em um laboratório credenciado pela Wada e indicado pela ITF comprovaram a contaminação. Mesmo assim, porém, a brasileira acabou punida, uma vez que ela é responsável por tudo que ingere.

Apesar da suspensão, Bia ainda é a melhor brasileira no ranking mundial, ocupando a 147ª colocação. Mas, dos 413 pontos que ela atualmente tem, ela ainda vai perder mais de 300, referentes aos resultados de Acapulco (78 pontos, foi até as quartas), Miami (20), Monterrey (18), Bogotá (128, foi semifinalista), Praga (10) e de um evento nível ITF na França (7). Quando voltar a jogar, assim, ela terá apenas os 110 pontos que conquistou em Wimbledon, o que a deixará perto da 400ª colocação. Assim, ela está fora também dos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Olhar Olímpico