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Com futebol e sem basquete, homens devem ser maioria no Brasil em Tóquio

Pré-Olímpico: Matheus Cunha comemora seu gol na partida do Brasil contra a Argentina - REUTERS/Luisa Gonzalez
Pré-Olímpico: Matheus Cunha comemora seu gol na partida do Brasil contra a Argentina Imagem: REUTERS/Luisa Gonzalez
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

10/02/2020 10h45

Os homens devem ser maioria na delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio. O domingo (9) inverteu a tendência, com a classificação da seleção masculina de futebol, vice-campeã do Pré-Olímpico disputada na Colômbia, e o fracasso da equipe feminina de basquete, que ficou em último lugar no quadrangular jogado na França.

Por enquanto o Brasil tem 170 classificados para a Olimpíada, nas contas do COB, sendo 83 homens, 80 mulheres e 7 vagas no hipismo que podem ser ocupadas tanto por homens quanto por mulheres, dependendo da convocação. A tendência, porém, é que todos os sete convocados no hipismo sejam cavaleiros - as principais amazonas do país competem no adestramento, que só tem uma vaga, para a qual o favorito a ocupá-la é João Victor Oliva. Com isso, a conta ficaria 90 x 80.

Além disso, as maiores chances de obtenção de número expressivo de vagas daqui até julho são no esporte masculino. A começar pela seleção de handebol, que conseguiu vaga para disputar um Pré-Olímpico e é favorito à vaga. São duas vagas para serem disputadas por Noruega (vice do mundo, bronze no Europeu), Chile (um time semi-amador, tradicionalmente inferior ao Brasil) e Coreia do Sul (de quem o Brasil ganhou por nove gols de diferença no último Mundial). O torneio, será em abril, na Noruega.

No basquete masculino as chances são mais remotas, mas ainda existem, diferente do feminino, que já não tem hipótese de se classificar. A equipe joga no final de junho na Croácia contra os donos da casa, a Tunísia, Rússia, Alemanha e México. Só o vencedor do torneio vai a Tóquio.

Em outras modalidades, de classificação individual, as vagas devem ser equilibradas entre homens e mulheres. No judô, há risco de a categoria de Rafaela Silva, suspensa por doping, não classificar nenhuma brasileira. Na ginástica artística, o masculino já atingiu o máximo de cinco vagas, mas o feminino ainda pode conseguir mais uma. O revezamento 4x100m feminino do atletismo ainda precisa confirmar sua vaga, bastante provável, assim com nas provas individuais o número de homens também deve crescer.

Olhar Olímpico