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BRB cansa de esperar basquete e fecha patrocínio à confederação de tênis

Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

06/02/2020 16h15

O Banco de Brasília, conhecido pela sigla BRB, assinou em julho um protocolo de intenções para patrocinar a Confederação Brasileira de Basquete (CBB), mas foi com a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) que o contrato acabou assinado. O acordo foi revelado nesta quinta-feira, na véspera da estreia do Brasil na FedCup, em Florianópolis (SC), contra a Alemanha.

BRB e CBB negociaram durante praticamente todo o ano passado e, depois do anúncio do protocolo de intenções, as seleções brasileiras de basquete passaram a usar a marca do banco público distrital no uniforme. Isso mesmo sem que a confederação recebesse um tostão do BRB. A propaganda gratuita foi feita inclusive no Campeonato Mundial masculino.

A CBB, porém, tem diversas dívidas e, na falta de documentação, não conseguia assinar contrato. O BRB se cansou de esperar e desistiu do acordo. Tanto que, nesta quinta, a seleção feminina estreou no Pré-Olímpico sem a marca do BRB na parte frontal da camiseta. A CBB não comenta o caso.

A Confederação de Tênis se aproveitou do insucesso da negociação com o basquete e ganhou um novo patrocinador master, 14 meses depois do fim do contrato com os Correios, que pagava R$ 2 milhões ao ano. O valor foi mantido no contrato com o BRB, que também vai pagar R$ 2 milhões até o final de 2020. No ciclo olímpico da Rio-2016, os Correios pagaram cerca de R$ 8 milhões ao ano à confederação.

Além do BRB, a CBT tem contratos menores com Wilson, Peugeot, W A Sports (nova fornecedora de materiais esportivos) e Maniacs Roupas Esportivas (fornecedora do beach tênis). Já o BRB também patrocina as equipes de basquete do Flamengo e do Brasília.

Olhar Olímpico