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José Trajano

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Apesar dos muitos pesares, ainda encontro boas notícias no esporte

A coragem de Richarlyson: uma das boas notícias do esporte - Reprodução/Instagram
A coragem de Richarlyson: uma das boas notícias do esporte Imagem: Reprodução/Instagram
José Trajano

José Trajano, carioca de 75 anos, é jornalista desde os 16. Trabalhou em jornais, revistas e emissoras de tevê. Fundador da ESPN Brasil, cobriu 5 Copas, 4 Olimpíadas e 7 finais de Champions League. Escreveu 4 romances. Tem 4 filhos e 5 netos. Torcedor fanático do América.

Colunista do UOL

01/07/2022 04h00

Esta é a versão online da edição desta quinta-feira (30/6) da newsletter de José Trajano. Na newsletter, apenas para assinantes, o colunista traz toda semana análises sobre futebol, política e sociedade. Para receber o boletim, clique aqui.

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Tem dias que dá vontade de fazer como o inesquecível Rubem Braga, nosso cronista maior: "chegou meu dia. Todo cronista tem seu dia em que, não tendo nada a escrever, fala da falta de assunto. Que bela tarde para não se escrever!"

Desejaria fazer como o maravilhoso escritor nascido em Cachoeiro de Itapemirim, mas me faltam talento e imaginação para tanto.

Então, fui atrás de assuntos, apesar da imensa vontade de mandar muita gente às favas lendo o noticiário dos últimos dias:

Piquet, "o chofer de jumento" e Guimarães, "o tarado da Caixa", como são chamados nas redes; Demétrius, "o procurador covarde"; Ribeiro e seus pastores; os assassinos (e os mandantes?) de Dom e Bruno; os torcedores racistas e nazistas do Boca; os 1.569 dias sem notícias sobre quem mandou matar Marielle; o crescimento do número de mortos e infectados pelo vírus da covid-19; a fome que atinge mais de 33 milhões de brasileiros; as PECs de compra de votos; os absurdos sigilos de 100 anos; a possibilidade de despejo de mais de 140 mil famílias; a juíza que impediu o aborto legal de uma menina; o inescrupuloso papel de "colunistas" no caso da jovem atriz; o crescimento do desmatamento na Amazônia; o "jornalismo" escroto da Jovem Pan; a tentativa desesperada de ascender uma candidata com 1% de intenção de voto...

A relação é imensa! Mas vou trocar o lado do disco para não cair em depressão.

Chego então ao esporte. De Neymar não falarei, trata-se de uma novela interminável a situação dele no PSG. Vou aguardar os capítulos finais. Também deixo de lado o VAR, que tem trazido mais problemas do que soluções, e é um saco falar de arbitragens. E não há mais do que dizer sobre a violência e as injúrias raciais de torcedores: temos que cobrar da Conmebol, dos dirigentes, dos clubes, da Fifa, do raio que os parta para que sanções e punições severas de verdade sejam aplicadas, e não apenas aquelas multas sem vergonhas. E lamentar que o ser humano seja tão estúpido.

Apesar dos times brasileiros estarem com mais gente no estaleiro do que dentro de campo, recolho boas notícias, no futebol e fora dele:

Enfim, é isso. Apesar dos muitos pesares, amanhã será outro dia. Que outubro venha logo!

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