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REPORTAGEM

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Brasil sofre contra a China, mas consegue grande vitória na Liga das Nações

Seleção brasileira feminina de vôlei comemora ponto contra a China na Liga das Nações - FIVB/Divulgação
Seleção brasileira feminina de vôlei comemora ponto contra a China na Liga das Nações Imagem: FIVB/Divulgação
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

28/06/2022 13h15

A seleção brasileira feminina de vôlei conquistou nesta terça-feira (28) sua mais dura vitória na Liga das Nações de Vôlei. Comandada por Gabi Guimarães, apontada como a melhor jogadora da atualidade, a equipe do Brasil venceu um jogo apertado contra a China, por 3 sets a 2, parciais de 25/20, 26/24, 18/25, 21/25 e 15/11.

A partida marcou, para o Brasil, a abertura da terceira e última semana da fase de classificação da Liga das Nações de Vôlei em Sofia, na Bulgária. A seleção volta à quadra na quinta-feira, às 14h (de Brasília) contra a Coreia do Sul. Na sexta, no mesmo horário, o Brasil enfrenta as donas da casa e, no sábado, às 10h30, fecha a primeira fase diante da Tailândia.

Com a vitória de hoje, o Brasil encaminhou a classificação para a fase final, que vai acontecer no fim de semana do dia 17 de julho, na Turquia. A seleção chegou à sétima vitória em nove jogos, somando 20 pontos, ante 11 da Polônia, a nona colocada, primeira fora da zona de classificação. E, nas duas próximas rodadas, a Brasil enfrenta a última (Coreia) e a antepenúltima (Bulgária) colocadas. A tendência é terminar entre os quatro primeiros, junto com Japão, EUA e Itália, e enfrentar um rival mais fraco nas quartas de final — agora a fase final é em mata-mata.

Diante da China, Zé Roberto fez duas experiências. Escalou Natinha como líbero no lugar da Nyeme, que vinha jogando com mais regularidade, e deu chance a Julia Kudiess no meio de rede, na vaga de Diana. Assim, o Brasil entrou em quadra com Macris, Kisy, Pri Daroit, Gabi, Carol e Julia.

A escolha por Natinha, especialmente, funcionou. A líbero fez defesas importantes, como em um ponto que definiu o segundo set, quando salvou duas bolas até Gabi marcar 25/24 para o Brasil em um ataque de fundo. Só nos dois primeiros sets, controlados pela seleção brasileira, a ponteira fez 18 pontos, quase o mesmo que todas suas colegas de time somadas.

Mas a China assumiu o controle do jogo no terceiro set. Com a defesa funcionando e o ataque encontrando buracos na defesa da seleção, as chinesas venceram a terceira parcial por 25/18 e o quarto set por 25/21. José Roberto Guimarães trocou Pri Daroit, que não vinha bem, por Julia Bergmann, e Macris por Roberta, e o time melhorou.

No tie-break, com a volta de Macris, quem brilhou foi Carol. A central, líder em bloqueios na Liga Mundial, foi quem mais pontuou no set decisivo para o Brasil, tanto no ataque quanto no saque e no bloqueio. Kisy também foi muito bem, fechando a partida com 23 pontos, três a menos que Gabi. Carol fez 14, sendo quatro de bloqueio.