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Contra fake news na pandemia, série da Unesco dá dicas em áudio

Getty Images
Imagem: Getty Images

Lígia Nogueira

Colaboração para Ecoa, em São Paulo

17/07/2020 17h43

Quase tão nociva quanto o próprio coronavírus, a onda de desinformação propagada na pandemia parece nunca ter fim. Para ajudar no combate às notícias falsas sobre a covid-19 que viralizam no WhatsApp, no Twitter e em outras redes sociais, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) produziu mensagens em áudio em diversas línguas que podem ser compartilhadas online gratuitamente.

A ideia é que a série — com oito textos curtos gravados em árabe, francês, espanhol, castelhano, inglês e português — possa ser usada livremente por estações de rádio no mundo todo como uma forma de promover comportamentos mais saudáveis e interromper os danos causados pela infodemia. É possível ouvir e baixar as mensagens aqui.

A revolução, ao que parece, não será televisionada. O rádio está retomando o protagonismo durante o isolamento e já se transformou em um meio acessível de espalhar conhecimento em lugares do Brasil onde a internet é uma realidade distante.

As mensagens falam sobre a importância de conhecer fontes de informação confiáveis, dão dicas de como ensinar o seu filho a identificar conteúdo falso e ficar atento a falsos especialistas e aconselham a avaliar a sua reação emocional antes de compartilhar algo ao se deparar com uma notícia sobre a pandemia.

A revista científica The Lancet já fez um alerta para o excesso de informações, algumas precisas e outras não, que tornam difícil encontrar fontes idôneas e orientações confiáveis quando se precisa, o que acaba por afetar profundamente a saúde mental das pessoas. Só para se ter uma ideia, apenas no mês de março cerca de 550 milhões de tuítes continham termos como "coronavirus", "covid-19" ou "pandemic".

A infodemia dificulta que fontes idôneas e orientações confiáveis sejam encontradas pelas pessoas de modo geral, pelos responsáveis pela tomada de decisões e por profissionais de saúde quando precisam, diz a Organização Pan-Americana da Saúde. As fontes podem ser aplicativos, instituições científicas, sites, blogs, entre outras.

A própria OMS (Organização Mundial da Saúde) tem tomado providências para lidar com os boatos, publicando "myth busters" (informações para desfazer mitos) em seus canais.