Greve do Metrô: tarifas de Uber e 99 ficam mais caras com paralisação?

A greve de funcionários do Metrô e da CPTM em São Paulo, que acontece nesta terça-feira (28), deve causar um efeito colateral além dos já conhecidos, como trânsito engarrafado e superlotação dos ônibus: o aumento no preço das viagens por aplicativos de transporte.

A reportagem do UOL Carros verificou alguns destinos bem utilizados por usuários, como os aeroportos de Congonhas e Guarulhos e o Terminal Rodoviário do Tietê, entre outros.

Em corridas a partir do centro de São Paulo, algumas chegam a aumentos em torno de 20% em relação a dias sem paralisação. Há viagens, porém, em que o preço encontrado foi até menor do que o observado em consultas anteriores.

Como funciona

Empresas, como Uber e 99, trabalham com a tarifa dinâmica, que nada mais é do que a velha lei da oferta e da procura aplicada na prática.

Em seu site, a Uber explica que "às vezes, há tantas solicitações de viagem que não há carros suficientes para atender à demanda". Segundo a empresa, isso pode acontecer por mau tempo, hora do rush e eventos especiais que podem aumentar muito o número de pessoas que querem solicitar viagens.

Segundo a empresa, quando a demanda está muito alta, os preços podem aumentar para que haja motoristas parceiros disponíveis para atender a todas as viagens.

A mesma linha é seguida pela 99, que confirma em seu site que, quando tem muito pedido mas pouco carro em uma região, o preço variável é ativado, multiplicando o valor da corrida. "Isso só acontece para que mais motoristas venham para a região atender aos passageiros, e não falte carros", afirma a empresa.

As duas plataformas dizem que, quando a tarifa mais alta é aplicada, o passageiro é informado assim que solicita a corrida. Segundo os apps, cabe aos usuários decidir se aceitam os valores cobrados - ou se esperam pela redução nos preços.

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Em março deste ano, durante outra greve de Metrô e CPTM, o Procon-SP notificou os aplicativos de transporte Uber e 99, pedindo esclarecimentos sobre uma "possível alteração atípica da política de cobrança pelos seus serviços".

A ação foi tomada após reclamações de usuários no serviço de proteção ao consumidor e nas redes sociais.

Uber e InDrive foram procuradas pela reportagem e não se manifestaram até o momento.

Já a 99 "informa que o preço final da corrida utiliza uma equação que considera a distância percorrida e o tempo de deslocamento, que é definido de acordo com a oferta e demanda de motoristas parceiros por região. Importante ressaltar que o valor final pode ser afetado por variantes como excesso de trânsito, chuva ou aumento de pedidos de carros por aplicativo".

Rodízio suspenso

Com a greve em São Paulo, a CET suspendeu o rodízio de veículos nesta terça-feira. Com a decisão, válida para os períodos da manhã e da tarde, carros que têm placas com finais 3 e 4 poderão circular por todo o dia na capital.

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