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REPORTAGEM

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Como Henrique Avancini ajuda todo ciclismo no Brasil com apoio privado

Henrique Avancini é uma das esperanças do Brasil nos Jogos de Tóquio - Comunicação Santander
Henrique Avancini é uma das esperanças do Brasil nos Jogos de Tóquio Imagem: Comunicação Santander
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Diego Salgado

Repórter do UOL desde 2015, com passagens por Estadão e Portal 2014. Ciclista há 20 anos na cidade de São Paulo, já pedalou por 10 países e atravessou sozinho a América do Sul e a Europa. A Oceania é o próximo desafio.

25/05/2021 18h02

Não foram poucos momentos em que Henrique Avancini deixou de lado o relato da própria carreira para olhar para o panorama geral do ciclismo no Brasil. Durante uma coletiva de imprensa concedida ontem (24), em que foi anunciado o apoio do Banco Santander ao líder do ranking mundial de mountain bike, os ciclistas amadores também ganharam destaque também nas frases do atleta de 31 anos.

A certa altura da entrevista, Avancini, uma das esperanças do Brasil nos Jogos de Tóquio, disse que a ideia é levar mudanças à "outra ponta", referindo-se às pessoas que usam a bike para esporte ou até mesmo meio de transporte.

"Quem acompanha minha carreira sabe do meu empenho em fazer a bicicleta crescer no país, Um instrumento social para desenvolvimento do nosso povo em várias esferas. Passei a enxergar a possibilidade de fazer isso. Fazer algo maior do que eu mesmo", disse Avancini.

"Quando alinha esses objetivos, tem tudo para continuar crescendo em uma escala maior. Me motiva muito agora num momento de grande relevância para mim. Sei que vai ajudar quem curte a bicicleta e me dá um gás a mais", completou.

Em boa parte da entrevista, Avancini dividiu a conquista de um apoio tão importante com os milhares de ciclistas espalhados pelo país. Segundo ele, o projeto o conquistou também por esse olhar mais abrangente da parceria.

"Cheguei ao ano dos Jogos como número 1, venci a Copa do Mundo, numa exposição crescente. Não é surpresa que minha caixa de email começou a bombar. Não tenho interesse de dar carona para ninguém. Tive grandes parceiros. Me senti numa situação muito confortável. Mas essa possibilidade me chamou a atenção pelo contexto global. Para o que pode trazer não só para mim, o que está sendo planejado e executado", ressaltou.

Além da exposição da marca em provas nacionais e internacionais, o Santander dará apoio aos ciclistas amadores. Haverá uma linha de financiamento exclusiva para compras de bicicleta e peças, além de uma linha de seguros, tanto para si mesmo quanto para a bike. A ideia é criar ainda pontos de apoio em rotas de treinamento.

As ações do banco em relação à infraestrutura também foram mencionadas por Avancini. Na avaliação do ciclista, tudo isso ajudará na prática do esporte, além de dar maiores condições àqueles que pretendem aderir ao ciclismo.

"O Santander já realiza alguma ações de infra. Ciclovia, paradas Santander (uma estação de apoio e conveniência para os cerca de 70 mil ciclistas que frequentam a ciclovia da Marginal do Pinheiros, em São Paulo). É muito natural a migração disso do meio urbano para as zonas rurais, onde a gente pratica em maior volume. Todas essas ações estão em desenvolvimento. Fico feliz com essa abertura", frisou.

O Santander também fez uma parceria com o Strava. O banco disponibilizará um benefício exclusivo para clientes junto ao aplicativo, ampliando de um para dois meses o acesso gratuito. O Strava monitora atividades físicas por GPS com integrações a redes sociais como Instagram, Facebook e Twitter.