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Cicarelli: “Meu limiar de dor é alto; só senti quando quebrei costelas”

Do VivaBem, em São Paulo

07/09/2020 15h00

No Conexão VivaBem desta segunda-feira (7), Daniella Cicarelli revelou que aprendeu a ter um limiar de dor alto ao longo da vida. Segundo ela, mesmo quando os treinos de corrida são intensos, ajuda pensar que as dores são um sinal de que o corpo está se fortalecendo.

"Ontem mesmo eu fiz um treino de intensidade e volume altos. Quando eu cheguei em casa, foi um misto de alegria, de dever feito, com uma dor horrorosa. Mas ao mesmo tempo senti que essa dor estava aqui porque estou viva", disse.

A apresentadora e triatleta confessou que a única vez que realmente sentiu muito incômodo foi em março deste ano, quando sofreu um acidente de bicicleta e quebrou duas costelas, que perfuraram o pulmão. "Entrei em pneumotórax e comecei a sentir uma dor que realmente estava forte, como meu limiar de dor é alto, achei que estava morrendo. Era uma dor misturada a não conseguir respirar. Mas esporte de endurance é isso", lembrou.

Ela também disse que chegou a tomar anti-inflamatório com cápsulas de sal em sua primeira maratona, em 2001. Mas parou após um médico lhe explicar que o hábito poderia sobrecarregar seu fígado."Foi uma época que eu abandonei e, assim, a dor passa".

O ortopedista Pedro Debieux disse que, para quem faz maratonas, a desidratação é tão grande que sobrecarrega o rim. Ingerir, portanto, uma medicação em cima desse processo de desidratação causa danos.

Ele ainda contou que existem trabalhos na literatura que mediram eletrólitos, como sódio, potássio e magnésio, de indivíduos após uma maratona e os resultados foram assustadores. "Se a gente analisar isoladamente os exames de uma pessoa após uma maratona, a gente vai internar todos os maratonistas, porque fica totalmente descontrolado". Então, quanto menos sobrecarregar o fígado e o rim no dia da prova, melhor.