'Falta acolhimento': 43% dos LGBTQIAP+ já foram discriminados no trabalho

Enquanto na ficção casais homossexuais fazem sucesso nas plataformas de streaming, como Charlie e Nick, protagonistas de "Heartstopper", da Netflix, e Henry e Alex, personagens principais do filme "Vermelho, Branco e Sangue Azul" que estreou hoje (11) no Prime Vídeo, pessoas da comunidade LGBTQIAP+ sofrem com preconceito todos os dias na vida real.

Uma pesquisa do LinkedIn mostrou que 43% dos homossexuais já sofreram discriminação no ambiente de trabalho, principalmente por ouvir comentários homofóbicos e piadas sobre sobre as suas orientações sexuais.

Para o psicólogo Fábio Borba, especialista em questões LGBTQIAP+, falta acolhimento no universo corporativo. "Isso atravessa diversas questões, como estereótipos e falta de políticas inclusivas. É necessário conscientizar os colegas", disse para Universa.

O preconceito se torna também uma barreira para plano de carreira, já que pode impedir que promoções e aumentos aconteçam. "É um efeito dominó. A ausência de políticas de proteção contra a discriminção, unida a um lugar de liderança que pode não ser inclusiva, pauta a falta de apoio e a possibilidade de aprimoramento profissional", explica Fábio.

E o medo do desemprego faz com que as pessoas se calem. "Quando falamos sobre conflito e desgaste profissional, o medo de perder o emprego, não ter uma promoção ou aumento, encabeça a lista de preocupações da comunidade. E isso causa o declínio da produtividade", explica o especialista.

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