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Mariana Goldfarb relata assédio em provador de loja: Não sabia o que fazer

Mariana Goldfarb: "Não fomos ensinadas a lidar com assédio" - Reprodução/Instagram
Mariana Goldfarb: 'Não fomos ensinadas a lidar com assédio' Imagem: Reprodução/Instagram

De Universa, em São Paulo

29/07/2020 13h46

Mariana Goldfarb contou ter sido assediada enquanto provava roupas numa loja há três anos. Em uma live com a revista Marie Claire, a apresentadora disse que o vendedor do estabelecimento entrou no provador.

"Isso foi forte. Na hora fiquei em choque, eu não sabia o que fazer. Não fomos ensinadas a lidar com assédio. Quando a gente começa a se conhecer, entende o que é invasão", analisou.

Como iniciou a carreira de modelo aos 17 anos, ela disse que já tinha vivido a experiência anteriormente, mas que "não tinha voz para se manifestar".

"O máximo que eu fazia era ir embora. Eu não tinha a voz para me manifestar, mas tinha a intuição de meter o pé, mesmo que eu perdesse o trabalho. Eu ligava para minha mãe ou para o meu pai. Eles sempre foram muito atentos quanto a isso", relembrou.

'Anorexia veio de anos de porrada'

Durante a conversa, Mariana também recordou sobre a cobrança a que era submetida para trabalhar no mundo da moda e sobre como isso impactou em sua saúde.

"Uma coisa que não era legal é que nesse meio as pessoas meio que te tratam como um cabide e falam coisas horrorosas na sua cara. Você é uma criança, não tem a maturidade de ouvir aquilo e se dissociar daquilo. A cabeça fica muito ruim. Eu nunca estava bem o suficiente: eu nunca era magra, alta ou bonita o suficiente para eles. Cresci com isso, mas nunca deixei de trabalhar. A anorexia veio de anos de porrada", desabafou.

Ela disse que contou com o apoio do marido, o ator Cauã Reymond, para lidar com o problema. "Cauã me ajuda bastante, eu tive anorexia há dois anos. Até hoje faço terapia para não me perder nessa coisa da comida. As pessoas colocam muita pressão em você sobre a coisa da 'perfeição', do que é ideal e de tanto você ouvir acaba entrando. Tem que policiar."

Maternidade

Aos 30 anos, Mariana disse ainda ter vontade de ser mãe, mas que não há nenhum tipo de pressão para que isso aconteça.

"Acho um poder da mulher poder gerar um filho e eu quero exercer esse poder. Vai vir no momento certo. Procuro focar no meu processo de agora. Mas quero ser mãe sem sombra de dúvida", diz.

Violência contra a mulher