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Homem suspeito de causar queda de médica do 5º andar tem prisão preventiva

Prédio em Salvador no qual médica caiu do 5º andar; companheiro é suspeito de provocar queda - Reprodução/Google Street View
Prédio em Salvador no qual médica caiu do 5º andar; companheiro é suspeito de provocar queda Imagem: Reprodução/Google Street View

Felipe Munhoz

Colaboração para o UOL, em Lençóis (BA)

21/07/2020 17h10Atualizada em 21/07/2020 20h51

A Justiça da Bahia decretou hoje a prisão preventiva do médico suspeito de causar a queda da sua companheira, também médica, do 5º andar de um prédio do bairro Jardim Armação, em Salvador. De acordo com a Justiça, dentre os motivos que fundamentaram a decisão, está o perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado e o possível prejuízo que sua soltura pode trazer para coleta de outras provas.

De acordo com o Boletim de Ocorrência expedido pela Deam (Delegacia Especial de Atendimento à mulher), na madrugada de segunda-feira (20), testemunhas disseram que houve uma discussão no apartamento. Pouco depois, a médica Sáttia Lorena Patrocínio Aleixo, 27 anos, caiu do apartamento, e o seu companheiro Rodolfo Cordeiro Lucas, 34 anos, foi preso em flagrante por policiais militares.

A médica foi socorrida por uma equipe do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e segue internada em estado grave no Hospital Geral do Estado. Ela teve diversas fraturas na face e no cotovelo. Segundo a prima da vítima, Rosa Patrocínio, ela passou por cinco cirurgias. A família lançou uma campanha nas redes sociais com um pedido de doação de sangue.

Patrocínio postou um vídeo na Internet dizendo que acredita que a médica não sofreu um acidente ou cometeu suicídio. "Por ser minha prima, eu posso dizer com todas as letras que ela não caiu. Eu tenho certeza que ela foi jogada. E, se ela estava na casa do namorado, com certeza foi pelo namorado".

Segundo a polícia, o médico negou ter empurrado a companheira. Ele afirmou em seu depoimento que a vítima estava em estado depressivo, era desequilibrada e teria tentado se suicidar.

No entanto, destaca-se no BO que o médico, que se disse apaixonado pela mulher, não fez nada para impedir que ela caísse e "ficou inerte até ocorrer o fato". Além disso, a polícia cita uma "narrativa desconexa, evasiva e sem conteúdo" do suspeito.

A reportagem de Universa tenta contato com Gamil Föppel, advogado de defesa do suspeito, desde o início da tarde, mas não teve resposta até a publicação deste texto.

Violência contra a mulher