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Violência contra a mulher

Mulher acusa Joe Biden de abuso: 'Colocou a mão por baixo da minha saia'

3.mar.2020 - O ex-vice-presidente Joe Biden durante evento da Superterça em Los Angeles - Frederic J.Brown/AFP
3.mar.2020 - O ex-vice-presidente Joe Biden durante evento da Superterça em Los Angeles Imagem: Frederic J.Brown/AFP

De Universa, em São Paulo

13/04/2020 14h25

Resumo da notícia

  • Ex-funcionária do Capitólio, Tara Reade denunciou incidente ocorrido em 1993
  • Ela já havia falado sobre interações 'desconfortáveis' com Biden antes
  • 'Ele me jogou contra a parede, colocou a mão por baixo da minha saia e me penetrou com os dedos'
  • Irmão e amiga de Reade que trabalhava no Capitólio na época corroboram denúncia
  • Campanha de Biden negou acusações e citou histórico do candidato à presidência
  • 'Ele dedicou toda a sua carreira à missão de mudar a cultura e as leis acerca da violência contra as mulheres'

Joe Biden, o ex-vice-presidente norte-americano e atual candidato democrata à presidência, foi acusado de abuso sexual por Tara Reade, uma ex-funcionária do Capitólio que alega que Biden a "jogou contra a parede, colocou a mão por baixo da sua saia e a penetrou com os dedos".

O The Washington Post publicou a alegação contra Biden na manhã de hoje. No ano passado, Reade foi uma das mulheres que relatou interações desconfortáveis com Biden, em que ele fazia massagens ou dava abraços sem permissão — mas a ex-funcionária do Capitólio ainda não havia revelado esta segunda história.

De acordo com Reade, o segundo incidente ocorreu em 1993, poucos meses depois das interações que primeiro descreveu. Na época, ela tinha 29 anos. "Eu não tive coragem de falar sobre isso antes... As palavras simplesmente não saíram", justificou ela.

"Conforme o tempo passou, eu fui me sentindo mais forte e pude falar a verdade. Eu percebi que precisava fazer isso", continuou. Reade fez uma acusação formal contra Biden junto à polícia de Washington, alegando que recebeu ameaças após revelar sua história e, por isso, queria que as autoridades estivessem cientes da situação.

O irmão de Reade, Collin Moulton, e uma amiga que também trabalhava no Capitólio na época do suposto incidente, confirmaram ao The Washington Post que ela contou a eles sobre o acontecido na ocasião. Collin expressou arrependimento por não ter sido "um apoio melhor" para a irmã na época.

A campanha de Biden, por sua vez, negou a acusação. "O vice-presidente dedicou toda a sua carreira à missão de mudar a cultura e as leis acerca da violência contra as mulheres", argumentou Kate Bedingfield, porta-voz da campanha.

"Ele acredita firmemente que as mulheres têm o direito de serem ouvidas — e respeitosamente. Acusações como esta devem ser investigadas por uma imprensa independente. O que está claro é que esta acusação é falsa. Isso não aconteceu", completou.

Biden vai enfrentar o atual presidente dos EUA, o republicano Donald Trump, nas eleições gerais que seguem marcadas para novembro no país. Senador pelo estado de Delaware entre 1973 e 2009, ele foi escolhido por Barack Obama como vice-presidente em 2008, e ficou no cargo até 2016.

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