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Autoestima


Alegria nas redes não basta: alto astral, Rízia do BBB já tentou suicídio

Rízia, uma das participantes do BBB19 - Divulgação/Globo/Victor Pollak
Rízia, uma das participantes do BBB19 Imagem: Divulgação/Globo/Victor Pollak

Ana Bardella

Colaboração para Universa

25/01/2019 04h00

Durante a comemoração do aniversário de 25 anos, a participante Rízia Cerqueira, do BBB, levou seus colegas de confinamento às lágrimas ao fazer um discurso revelador. A alagoana que ficou conhecida pela personalidade extrovertida surpreendeu os demais ao confessar que passou por problemas emocionais e chegou a atentar contra a própria vida. 

"Nesses últimos anos eu sei pelo que passei, né? Não é fazendo draminha, porque vocês sabem que eu gosto de estar brincando e feliz o tempo todo. Não é toda hora que eu tô bem", afirmou. "Para quem já tentou tirar a vida, hoje estar aqui com vocês...", completou emocionada. 
Sem entrar em detalhes, Rízia explicou que se esforçou nos últimos anos para tentar não "fazer uma besteira" porque sentia que incomodava e gerava despesa para os familiares. Com isso, a vida para ela perdeu o sentido. A participante ponderou ainda que seus parentes provavelmente não sabiam da situação.

Alto astral não é sinônimo de saúde emocional

Sérgio Lima, psiquiatra da Clínica Spatium, explica que a tendência é que a sociedade crie estereótipos das pessoas que sofrem com transtornos mentais. "Apesar de uma parcela desse grupo preferir se distanciar de amigos e parentes, nem todos aparentam tristeza ou passam muito tempo isolados", alerta. Pelo contrário: de acordo com o profissional, há quem use a extroversão como máscara social. "É como se a pessoa interpretasse um personagem do qual não quer abrir mão porque, dessa maneira, não se mostra vulnerável e nem precisa pedir ajuda", diz. 

Redes sociais são termômetros falsos

Rízia, afastada das redes sociais devido ao programa, sempre foi ativa nesse universo. No Instagram, é possível encontrar fotos da jornalista usando roupas sensuais e posando para fotos em diferentes ângulos. Nas legendas, frases bem-humoradas e que ressaltam a autoestima feminina. O psiquiatra, no entanto, alerta que não é possível fazer uma avaliação da saúde mental de alguém com base no que posta na internet. "Em geral, representamos papeis de pessoas que estão sempre felizes, mostrando o que há de melhor em nossas vidas", relembra. Nesse espaço, é possível transparecer uma falsa imagem de felicidade, tranquilidade ou realização.

Buscar ajuda é a melhor solução

Por fim, Lima recomenda para pessoas que estão passando por dificuldades emocionais, que pensam em atentar contra a vida ou que já tentaram suicídio, buscar por uma ajuda profissional. "É preciso o auxílio de um psicólogo ou psiquiatra para falar sobre os sentimentos, trabalhar as questões internas e aliviar o sofrimento", completa. Para os momentos de maior angústia, o CVV (Centro de Valorização à Vida) realiza atendimentos gratuitos, presenciais e por telefone, com o intuito de oferecer apoio emocional em sigilo para aqueles que entram em contato. O número é 188.