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Autoestima


Modelo da Victoria's Secret vai do manequim 34 para o 40: "Me senti livre"

Emily Didonato contou, em vídeo no YouTube, que ficou "obcecada" em manter-se magra - Reprodução/Instagram
Emily Didonato contou, em vídeo no YouTube, que ficou "obcecada" em manter-se magra Imagem: Reprodução/Instagram

Natália Eiras

De Universa

17/08/2019 18h03

Modelo da marca de lingerie Victoria's Secret, Emily Didonato é magra, branca e tem olhos claros. Está completamente dentro dos padrões. Isto não significa que ela também não sofra com a pressão estética. A garota de 28 anos contou, em um vídeo no YouTube, que sofria para se manter dentro do manequim 34. "Eu era pouco saudável e tomei medidas extremas para ficar com uma certa aparência", desabafou. Atualmente, ela veste o tamanho 40 e diz que se sente melhor. "Me sinto mais livre para aparentar quem eu realmente sou."

Quando começou a modelar, aos 18 anos, Emily ouvia vários feedbacks relacionados ao tamanho de seu corpo. "Falavam que eu era muito grande, muito volumoso, cheia de curvas, comercial demais...", comentou. Isso fazia com que ela não conseguisse tantos trabalhos no mundo da moda, onde ela sonhava trabalhar. "Era um saco. Ficava me perguntando o que tinha que fazer para ter sucesso. Na época, era ser magra. Então eu decidi que faria o que fosse preciso. E eu fiz".

Foi quando a jovem começou a "menor quantidade que pudesse", se exercitar bastante e se tornar "obcecada" no que ela colocaria em seu corpo. "Eu fui de 63kg para 53kg, o que é muito muito magra para o meu tipo físico", falou a modelo. "Estou pesando, atualmente, 68kg e estou me sentindo muito bem".

Emily chegou a vestir, por um tempo, o manequim 34. "Por causa da pressão que eu mesma fazia em mim, acabei ficando deprimida. Estava sozinha em Nova York, sentia saudade de casa, dos meus amigos..."

Porém, durante um seleção de modelos, a colega Julia Stegner e a maquiadora Charlotte Willer a chamaram para conversar porque estavam preocupadas com sua aparência. "Eu me toquei, então, que não era mais eu. Depois que recuperei meu peso, fiquei mal. Pensei que não conseguiria mais trabalhos, quis me esconder."

O que mudou tudo foi trabalhar para a revista "Sports Illustrated". "Tinha certeza que receberia críticas por não estar tão magra, mas o que aconteceu foi o oposto disso. Eu comecei a trabalhar mais do que nunca."