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Luciana Bugni

Lays Peace e o beijo grego: que as pessoas falem mais sobre sexo em 2021

Lays Peace: internet tenta derrubar, mas ela nem dá bola - Reprodução/Instagram
Lays Peace: internet tenta derrubar, mas ela nem dá bola Imagem: Reprodução/Instagram
Luciana Bugni

Luciana Bugni é gerente de conteúdo digital dos canais de lifestyle da Discovery. Jornalista, já trabalhou na "Revista AnaMaria", no "Diário do Grande ABC", no "Agora São Paulo", na "Contigo!" e em "Universa", aqui no Uol. Mora também no Instagram: @lubugni

Colunista do UOL

31/12/2020 11h41

Se você clicou nesse texto, já comprova a teoria: falar de sexo é interessante para todo mundo.

É seguindo essa linha que Lays Paz, ou Lays Peace, que se declara acompanhante de luxo, alcançou a marca de 1 milhão e meio de seguidores no Instagram. Ela conta sua rotina de programas e todo mundo pira. Claro, quem não gosta de falar, ouvir, ler, e com alguma sorte, fazer sexo?

Essa semana, ela foi além. Fez uma aula online em uma live sobre como fazer beijo grego. Em homens. Tipo Ensino à Distância. O tema é controverso, porque a masculinidade de muita gente não permite que se toque na área que eles chamam de proibida: o ânus. E justamente por isso, Lays defendia que o homem gosta de fins recreativos para essa parte do corpo, apenas não admite.

A live foi um sucesso. Lays alcançou 300 mil pessoas assistindo simultaneamente, algumas delas famosas. A aula era focada em homens, mas aparentemente o benefício é de todos. Quer dizer, teve gente que discordou. E derrubou a live de tanta denúncia. Por que será que o assunto incomoda tanta gente? Deixa o pessoal falar de sexo sossegado, ué. Não quer, não assiste. Tá aí o unfollow para isso. "Ah, mas tem criança no Instagram". Pois não deveria ter. Internet para menor tem que ter supervisão de adulto.

Aliás, derrubar uma live sobre sexo não impede que as pessoas continuem a falar. Rendeu até mais. Lays garante que a procura por programa aumentou 70%.

90% é o número

Lays sabe do que está falando: ela trabalha com sexo. Já transou com bastante gente e tem como definir estatisticamente o interesse dos rapazes hétero por diversões anais. Segundo ela, 90% dos clientes pedem. Não dá para saber se foram tabulados por preferência no excel. Mas foi o que ela afirmou se baseando no que tem observado.

Mas peraí, por que Lays teria acesso a 90% dos homens hétero interessados em beijos gregos e fio terra e as próprias esposas desses caras nem imaginam isso? Por que esse tabu fere a masculinidade que inventaram para o homem. E também porque ninguém fala sobre sexo.

Estou aqui defendendo que se deva experimentar em casa o que Lays ensinou? Não, apenas sugerindo que as pessoas falem sobre sexo com os parceiros, com os amigos, com os pais. Que o diálogo sobre o assunto seja normalizado. Que os casais não tenham vergonha de dizer o que querem.

Aí sobra menos tempo para compartilhar bobagem no Whatsapp. Ou sentir inveja dos outros no Instagram. Ou sair na rua sem máscara.

Conversem. E, quem sabe, transem. É o que eu desejo no ano novo para você.

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