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Ricardo Feltrin

Exclusivo: Ex-panicat fatura R$ 560 mil em 90 dias de OnlyFans

Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

01/11/2021 04h05Atualizada em 01/11/2021 13h37

Ex-panicat e apontada como pivô de alguns escândalos midiáticos no Brasil, Arícia Silva se tornou uma pessoa jurídica que sustenta famílias e empresas com imagens de seu corpo escultural.

Esta coluna teve acesso a dados de Arícia e eles são assombrosos.

Com apenas 28 anos, essa catarinense de Florianópolis recebeu no total US$ 99.363,46 nos últimos três meses —o que representa mais de R$ 560 mil.

Claro que ela não vai ficar com tudo: precisa pagar a empresa que cuida e produz sua carreira (a Radone Agência), contador e Imposto de Renda. Além do próprio OnlyFans que fica com pelo menos 20% do faturamento.

Mal ganhava R$ 2.000/mês no Pânico

No entanto, é espantoso que a garota tenha saído de um programa de TV que mal lhe pagava R$ 2.000 para faturar cerca de 280 vezes mais que isso.

Ela entrou no "Pânico" em 2017 e sua carreira televisiva não durou muito (nem a do programa).

Só de "gorjetas" a cobiçada modelo recebeu quase US$ 1 mil (977,75). De mensagens com fotos e vídeos exclusivos enviados a seus seguidores-assinantes, foram outros US$ 7.870,39.

"Quando a inspiração vem, a gente (ela) entrega realmente tudo", disse Arícia sobre os ensaios de fotos e vídeos que fazem os seguidores ter taquicardia.

Caiam de costas

E, vejam bem, senhoras e senhores leitores: eu estou falando APENAS do OnlyFans.

Isso porque Arícia tem pelo menos mais três plataformas de publicação pagas, o que pode levar seu faturamento total mensal a números literalmente pornográficos.

O que é OnlyFans

OnlyFans começou como um site europeu, 10 anos atrás, e pode-se dizer que é uma das experiências mais bem sucedidas da história da internet (e da economia).

É uma plataforma exclusiva onde qualquer pessoa pode gerar conteúdo (fotos, vídeos, textos, podcasts "blablá" e mais "blablablá") e cobrar um valor de quem quiser acessá-lo.

Os valores de assinaturas vão de US$ 4,99 a US$ 49,99 e elas podem ser pagas em cartões de crédito ou débito.

Também há pagamentos para conteúdos avulsos ou "eventos" via pay-per-view. O que não falta são formas de faturar.

A plataforma obviamente "morde" uma porcentagem de todos.

Embora o OF não faça distinção do conteúdo publicado, quem se aninhou na plataforma desde o começo foi o "setor" de entretenimento adulto.

Há não só muita sensualidade, mas também muita pornografia. Conteúdo explícito mesmo.

Amor-próprio

"O OnlyFans para mim representa uma história de amor comigo mesma. Eu me apaixonando a cada dia por essa mulher visionária e empreendedora que eu tô me tornando", afirma Arícia.

"Não é fácil, sabe? É preciso ser forte e corajosa para fazer isso (entrar no OnlyFans). O sucesso e o faturamento que a gente está tendo são consequências disso, no fundo."

Ricardo Feltrin no Twitter, Facebook, Instagram e site Ooops