PUBLICIDADE
Topo

Ricardo Feltrin

IPTV fez pirataria mais que triplicar no Brasil, diz Claro

Pirataria está sugando a indústria audiovisual - iStock/kalimf
Pirataria está sugando a indústria audiovisual Imagem: iStock/kalimf
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

21/10/2021 14h49

Se uma empresa não inova ela fica para trás e morre. Se inova, pode ser devorada por oportunistas e ladrões de conteúdo.

Essa é "arapuca" em que a Claro e outras grandes operadoras do mundo se meteram desde a introdução da IPTV (Internet Protocol Television).

É por esse sistema que boa parte das operadoras de TV e de streaming transmitem seus conteúdos mundo afora. E os piratas e surrupiadores de conteúdo alheio não estão desatentos às chances de lucro. Se já havia roubo de conteúdo analógico, o mundo digital só piorou as coisas.

Em reunião em que comentou seus resultados ontem, no México, a Claro revelou uma queda de 16% em seu lucro em relação ao ano passado. A receita caiu 2,6%. A fuga de assinantes continua.

A única coisa que cresceu foi a pirataria.

Como esta coluna já havia publicado no final do ano passado, o Brasil é hoje o país que mais faz pirataria de IPTV e online no mundo.

A empresa estima que, desde que lançou a IPTV no Brasil, a pirataria de conteúdo mais que triplicou, na comparação com dois anos atrás.

Enquanto a pirataria fatura alto, as assinaturas "oficiais" despencam no Brasil: em, doze meses a queda de receita foi de 12,5.

Pior: não há nenhuma fórmula à vista que vislumbre solucionar isso.

Como esta mesma coluna já publicou em maio, o número de usuários de serviços pirata já se aproxima rapidamente do nº de usuários legalizados.

Apesar das forças-tarefa formadas por PF, PRF, Ministério Público e Receita Federal no combate ao contrabando e venda de aparelhos (boxes) que permitem a pirataria, aparentemente o mercado pirata está vencendo a batalha e vendendo muito mais aparelhos do que as autoridades consigam confiscar.

Ricardo Feltrin no Twitter, Facebook, Instagram e site Ooops