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'BBB 21' será a edição com maior número de participantes negros da história

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Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, é formado em jornalismo e pós-graduado em direção editorial. Teve passagens pela IstoÉ Gente, Diário de S. Paulo, iG, R7. Atuou como apresentador do Estação Plural, da TV Brasil, Mulheres, da TV Gazeta, e Morning Show, da Jovem Pan.

Colunista do UOL

19/01/2021 19h05

Resumo da notícia

  • Nove dos selecionados para o reality show da Globo são negros - um recorde da temporada
  • O time do camarote conta com as cantoras Karol Conka e Pocah, a influenciadora Camilla de Lucas, o comediante Nego Di e o ator Lucas Penteado
  • Já a turma da pipoca tem a psicóloga Lumena e o professor de geografia João Luiz, que também é gay

A julgar pela lista de participantes divulgada pela Globo nesta terça-feira (19), o "BBB 21" tentará repetir parte dos planos do "BBB 19", até hoje considerado um trauma por parte da produção do programa. A nova temporada deve emplacar o maior número de participantes negros da história do reality show.

Já foram escalados até o momento as cantoras Karol Conka e Pocah, o rapper Projota, a influenciadora Camilla de Lucas, o comediante Nego Di e o ator Lucas Penteado. Todos integram o camarote, a turma de convidados pela Globo. Já o time da Pipoca conta com a psicóloga Lumena - que é lésbica -, o doutorando em economia Gilberto e o professor de geografia João Luiz, que também é gay. Ao todo, nove selecionados.

Para os fãs mais atentos da atração, esta pode ser uma bela oportunidade de dar seguimento à reparação histórica iniciada com a vitória de Thelma Assis, no ano passado. No "BBB 19", que contava com cinco participantes negros, a campeã foi Paula Sperling, acusada de dar várias declarações consideradas racistas.

No livro "Confinamentos & Afins", lançado no ano passado, Rodrigo França justificou porque evitou bater de frente com a companheira de reality. "Confesso que, aqui fora, já precisei erguer a voz algumas vezes, como recurso para ser respeitado, sim. Mas, no programa, eu sabia que, se fizesse isso, seria o 'preto raivoso', o 'cara perigoso', o 'bandido'", afirmou. "Meu silêncio não foi covardia, foi economia de energia. Racismo não é entretenimento. Não dá para romantizar na televisão algo que exclui, diminui e mata diariamente".