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Comédia MTV: elenco relembra bastidores e polêmicas no 'Oi, Sumido'

Mais Oi, Sumido
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Colaboração para Splash, de São Paulo

31/03/2021 04h00

Se você passou a sua adolescência rindo do "Comédia MTV", saiba que ele deixou saudade apenas para os fãs. Paulinho Serra, Gui Santana, Fábio Rabin e Rafael Queiroga não se encontram mais —por causa da pandemia— e também porque não fazem questão. Pelo menos foi isso que eles disseram para a editora de Splash, Liv Brandão, e o colunista de cinema Roberto Sadovski, nessa reunião promovida pelo programa "Oi, Sumido" —mas, claro, as gargalhadas que se seguiram deixaram claro que era mais uma piada.

Gui Santana diz ainda que eles sempre foram assim mesmo: "sem pudor nenhum".

Ah, antes que vocês perguntem:

Marcelo Adnet e Dani Calabresa, dois importantes integrantes do "Comédia MTV", também foram convidados para o papo e toparam participar, mas a TV Globo não os autorizou a participar.

Eu estava de cílios postiços colados!

Dani Calabresa

O ator Rafael Queiroga conta que a responsável pelo sucesso do programa, que ficou no ar entre março de 2010 e março de 2012, foi a diretora Lilian Amarante. E que, de tanto "dar pitaco", um ano depois ele virou um dos diretores do programa e ainda levou os outros integrantes do elenco para a sala de redação.

"Em vez de a gente ter 500 mil textos chegando e vários humoristas com a cabeça fervendo, a gente tinha que colocar essas pessoas para escreverem o que elas queriam falar", explica.

"O 'Comédia MTV' foi uma continuação do 'Furfles'", conta Gui Santana, citando o programa que ficou no ar entre 2009 e 2010. "Eu fiquei puto quando chegou mais gente", revela Fábio Rabin, brincando que o aumento do número de atores diminuiria o salário deles. Para o comediante, o melhor ponto do "Comédia MTV" era a liberdade:

Na TV aberta, por exemplo, isso é muito irreal, você ter uma ideia na sua casa e saber que ela vai ser executada.

A "zueira" era tanta que, um dia, Fábio Rabin chegou ao estúdio perguntando qual esquete iria gravar. Rafael Queiroga, já diretor, falou: "só canta aí". Sem entender nada, Rabin começou a cantar. "A esquete foi pro ar, meu!", ele se diverte. "Vocês me traumatizaram tanto que agora eu estou fazendo aula de canto", diz Rabin —que infelizmente (ou felizmente) não quis dar uma palinha para o programa.

Outro grande laboratório para desenvolvimento das esquetes, segundo os atores, era o orçamento —ou, no caso, a falta dele. Quase tudo era improvisado, sem dinheiro ou estrutura que hoje existem nos grandes veículos de comunicação. "As externas eram ali no bairro, na pracinha", conta Gui Santana.