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Garrafa de champagne de 1874 é vendida em leilão histórico por R$ 320 mil

A garrafa de 147 anos de Perrier-Jouët quebrou o recorde de uma das casas de leilão mais tradicionais do mundo, a Christie"s - Divulgação
A garrafa de 147 anos de Perrier-Jouët quebrou o recorde de uma das casas de leilão mais tradicionais do mundo, a Christie's Imagem: Divulgação

De Nossa

08/12/2021 10h33

Uma garrafa de champagne Perrier-Jouët fabricada no século 19 quebrou o recorde histórico da casa de leilão Christie's, uma das mais tradicionais do mundo, ao ser arrematada na sexta-feira (3) por módicos US$ 56,8 mil, ou quase R$ 320 mil em cotação desta terça (7).

Produzida mais precisamente em 1874, a bebida Brut Millésimé vem sem rótulo, mas pertence a uma safra que já fez história anteriormente. Outra garrafa idêntica a esta foi vendida em 1888 e estabeleceu um recorde de garrafa de champagne mais cara da casa que levou 79 anos para ser quebrado novamente, o que aconteceu em 1967.

A garrafa de champagne mais cara que a Christie's havia vendido até sexta no mundo toda havia sido arrematada por US$ 20 mil a menos, uma diferença de mais de R$ 112 mil, segundo a revista Food & Wine.

Tim Triptree MW, diretor internacional do departamento de Vinhos e Destilados da Christie's, disse à publicação que o champagne é definitivamente raro.

"Até onde sei, nenhuma casa além da Perrier-Jouët tem outro champagne desse [ano] ainda. Ele passou quase 150 anos em condições ideais, sem qualquer movimento, na escuridão do cofre a temperaturas entre 11ºC e 14ºC e com 98% de umidade relativa do ar, perfeitas para a maturação", explicou.

O champagne Perrier-Jouët fabricado no século 19 (ao centro), rodeado pelas garrafas de 1979 que estavam no mesmo leilão - Divulgação - Divulgação
O champagne Perrier-Jouët fabricado no século 19 (ao centro), rodeado pelas garrafas de 1979 que estavam no mesmo leilão
Imagem: Divulgação

Ainda segundo Triptree, a bebida não deve ser muito efervescente — já que este é um aspecto que diminui com o tempo —, mas deve reter um frescor e acidez vibrantes. A cor deve se aproximar de um âmbar dourado e seu sabor deixa para trás as notas cítricas e tons de maçã verde mais comuns em champagnes jovens para encorpar paladares caramelados e com toques de mel.

Já Séverine Frerson, mestre de adega da Perrier-Jouët, descreveu aromas de incenso e conhaque, misturados à baunilha tabaco e marmelada, com traços de chocolate, na bebida. No entanto, a garrafa não era o único produto incluso na venda.

O novo dono arrematou também uma experiência vip na Maison Perrier-Jouët que inclui: uma noite para até dez pessoas na Maison Belle Époque, a mansão Art Noveau da família fundadora do rótulo; passeio guiado pela casa e pelas adegas; degustação com orientação de Séverine e refeição preparada pelo chef Pierre Gagnaire, que possui três estrelas Michelin, harmonizada com champagne da enoteca da marca.