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Dirigente da Triller ataca Dana White por veto a St-Pierre e salário do UFC

O canadense Georges St-Pierre foi "vetado" para o uma luta de boxe - Mike Stobe/Getty Images
O canadense Georges St-Pierre foi "vetado" para o uma luta de boxe Imagem: Mike Stobe/Getty Images

Ag. Fight

Ag. Fight

13/09/2021 12h13

Recentemente, o UFC tem lidado com duras críticas sobre a sua relação com os lutadores. Alguns dos principais nomes da liga, como Jon Jones, já entraram em rota de colisão com Dana White, presidente da companhia, cobrando maior remuneração. Agora um outro cartola também tratou de colocar mais pimenta nessa situação. Trata-se de Ryan Kavanaugh, co-fundador da Triller, entidade que tem realizado duelos de boxe e vem recebendo grandes lutadores que fizeram sucesso no Ultimate.

Em entrevista ao site MMA Fighting, o dirigente recordou a situação de Georges St-Pierre para atacar a postura de Dana com os lutadores do UFC. Nos últimos meses, o canadense revelou que gostaria de lutar na nobre arte, mas foi vetado pelo mandatário do Ultimate por ainda possuir um vínculo com a companhia de MMA.

"O trabalho escravo não é permitido nos Estados Unidos. Mesmo assim, Georges St-Pierre, que está oficialmente aposentado do UFC e deixou bem claro que nunca mais lutará no MMA, não tem permissão para entrar em um ringue de boxe e fazer provavelmente (um) dos maiores salários para lutar contra alguém que ele gostaria porque Dana White diz que não pode. Isso é errado", disse o cartola, deixando as portas abertas da organização para o ex-campeão dos meio-médios (77 kg).

"Tenho muito respeito pelo Georges como lutador e como pessoa. Se ele quisesse, poderia desafiar seu contrato e tenho quase certeza de que ele poderia ganhar, mas não é algo que eu decido. Não podemos fazer nada (para contratá-lo) até que ele esteja disposto a enfrentar o UFC, avisando que tentaria que seu contrato fosse considerado inconstitucional, o que acredito que seria", completou Kavanaugh.

Além da questão contratual, o dirigente da Triller também não deixou de criticar o pagamento que o UFC tem oferecido aos seus lutadores. A entidade que organiza lutas de boxe tem ganhado destaque por bolsas polpudas aos seus competidores.

"Para mim, acho quase nojento que você possa construir uma marca de 5 bilhões de dólares (R$ 25,5 bilhões), mas não possa pagar seu lutador o suficiente para estar no camp e você está pagando a ele menos do que paga às suas ring girls. Não faz sentido para o que você está pedindo que eles façam", finalizou

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