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Galvão explica decisão de sair e meses intensos na Globo: 'Vou chorar'

Galvão Bueno em gravação da Globo em abril de 2022; ele está na emissora desde 1981 - Victor Pollak/Globo
Galvão Bueno em gravação da Globo em abril de 2022; ele está na emissora desde 1981 Imagem: Victor Pollak/Globo

Gabriel Carneiro

Do UOL, em São Paulo

26/05/2022 04h00

Galvão Bueno e Globo comunicaram o fim de sua relação de 41 anos há pouco mais de dois meses. O contrato do narrador e apresentador acaba em 2022 e não será renovado. Portanto, a final da Copa do Mundo do Qatar no dia 18 de dezembro será sua última transmissão na emissora onde foi voz dos grandes eventos esportivos das últimas décadas.

Ao UOL Esporte, Galvão descreve os últimos meses da relação com a Globo como "intensos". Ao mesmo tempo em que vive esse tempo que ele chama de gestação, já se prepara para o futuro: fechou contrato com uma empresa de conteúdo digital chamada Play9 para aumentar sua atuação como influenciador e lançou um podcast em parceira com a produtora HUB Mídia.

O "mergulho digital" de Galvão Bueno é coisa para 2023. Até lá, o foco é na despedida da Globo. "Têm sido meses intensos e vai aumentando [a tensão]. É como um filho, o tempo de uma gestação. A Copa do Mundo começa dia 21 de novembro e acaba dia 18 de dezembro. Eu estou ansioso, mas está tudo sendo muito bem feito, a Globo tem valorizado demais esse meu final de contrato", diz o narrador e apresentador, antes de completar:

"Essa não-renovação marca a minha hora de buscar outras oportunidades, não sou eterno. Mas eu já fico pensando que é claro que sentirei saudades. São 11 Copas na Globo, dez finais, sendo três finais com o Brasil. Tomara que venha a quarta. É uma preparação intensa, estou fazendo o dever de casa de me cuidar, cuidar da voz. A Globo é minha casa, eu me sinto como se fosse da família e está tudo certo. Agora como eu vou me comportar e o que eu vou sentir quando fechar o microfone depois da final no dia 18, só lá. Muito provavelmente vou chorar."

Galvão - Reprodução/TV Globo - Reprodução/TV Globo
Primeira transmissão de Galvão no estádio desde o começo da pandemia foi em fevereiro, no Maracanã
Imagem: Reprodução/TV Globo

Segundo Galvão Bueno, a decisão pela saída da Globo foi tomada depois das Olimpíadas, no ano passado. Desde então foram traçados planos para a reta final do contrato, inclusive na emissora. "O que se diz é que não se terá um novo Galvão Bueno, mas sim uma nova equipe de profissionais muito competentes", torce o narrador ao falar sobre o futuro da Globo sem ele.

A saída só se tornou pública antes do jogo Brasil 4 x 0 Chile, em março, no Maracanã. A partida das Eliminatórias da Copa do Mundo do Qatar foi a última narração de Galvão de um jogo da seleção brasileira no estádio. O foco no Mundial é agora a realidade do planejamento das duas partes.

"Ano de Copa do Mundo é um ano diferente. Esse ano vamos ter a Copa logo depois das eleições, então são emoções que se misturam. Mas eu tenho certeza de uma coisa: nós estamos vivendo um Brasil dividido, um Brasil muito agressivo, onde o ódio está se manifestando de forma muito intensa. E na Copa do Mundo, como eu disse na primeira chamada na Globo, "o Brasil se une", "é o Brasil contra todos". Vai ser cada dia mais emocionante até o momento da grande emoção na expectativa de que o Brasil possa estar na final. Quero estar com a saúde em dia para estar inteiraço lá no Qatar", diz Galvão Bueno, no maior estilo "haja coração".

Finalizada a Copa, Galvão sai de férias junto com a mulher, Desirée. O objetivo é "rodar o mundo um pouquinho". Depois, volta ao trabalho com foco na internet.

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