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Flu vê brilho de reforços na Libertadores e observa mercado para as oitavas

Reforços do Fluminense, Cazares e Abel Hernández foram importantes para classificação na Libertadores - Lucas Mercon/Fluminense FC
Reforços do Fluminense, Cazares e Abel Hernández foram importantes para classificação na Libertadores Imagem: Lucas Mercon/Fluminense FC

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro

27/05/2021 04h00

O início tímido no mercado da bola fez o Fluminense anunciar um "pacotão" de reforços às vésperas da Libertadores. O resultado, entretanto, foi imediato. Experientes, as peças ajudaram, e muito, na primeira fase da competição internacional. Agora, o Tricolor monitora opções para as oitavas de final, para a qual pode fazer alterações na lista de inscritos.

O clube terá praticamente um mês e meio até o jogo de ida da fase de mata-mata da Libertadores. O adversário será definido já na terça (1º), em sorteio. Líder de sua chave, o Flu estará no pote A e enfrentará um dos segundos colocados.

Quem rendeu

Para chegar aos 11 pontos e desbancar o favorito River Plate na ponta do forte grupo D, o Tricolor contou com ajuda de suas contratações para o setor ofensivo. No meio campo, Cazares distribuiu duas assistências decisivas, uma no empate contra os argentinos e outra para o gol da virada de Caio Paulista sobre o Independiente Santa Fe-COL. Além do equatoriano, outro gringo teve participação importante.

No ataque, Abel Hernández deixou o dele na derrota para o Junior-COL e deu belo passe para Yago selar a classificação no Monumental de Núñez. O uruguaio já tem quatro gols pelo Flu — três deles no Campeonato Carioca — e vem agradando à comissão técnica e à torcida quando substitui o ídolo Fred. Por outro lado, o argentino naturalizado paraguaio Raúl Bobadilla ainda não desabrochou, mas tem sido utilizado pelo técnico Roger Machado.

Cazares foi bem pelo Fluminense nas chances que teve na Libertadores - Lucas Merçon / Fluminense F.C - Lucas Merçon / Fluminense F.C
Cazares foi bem pelo Fluminense nas chances que teve na Libertadores
Imagem: Lucas Merçon / Fluminense F.C

Quem estreou "na fogueira" e ajudou muito na classificação foi Samuel Xavier, que fez grande partida na lateral-direita no Monumental de Núñez. Bem nas funções defensivas, o jogador de 30 anos também roubou a bola, puxou o contra-ataque e achou Fred na jogada do primeiro gol, de Caio Paulista. A atuação deve fazer com que ele mantenha a titularidade, mesmo que a opção tenha sido motivada por desgaste físico de Calegari.

Outro que vem bem nas chances que tem é o volante Wellington, defendido como tiular pela torcida em mudança que Roger resistiu a fazer.

Contratados para a zaga, Manoel e David Braz não entraram em campo pela Libertadores. Enquanto o primeiro disputou três jogos no Estadual, o segundo ainda não estreou pelo Tricolor — mas já tem até gol na competição internacional, ainda pelo Grêmio, na fase prévia. Por regulamento, a participação por outro clube não impede sua utilização por Roger.

Kayky e Gabriel Teixeira foram "reforços internos" de Roger Machado no Fluminense - ALEXANDRE NETO/ESTADÃO CONTEÚDO - ALEXANDRE NETO/ESTADÃO CONTEÚDO
Kayky e Gabriel Teixeira foram "reforços internos" de Roger Machado no Fluminense
Imagem: ALEXANDRE NETO/ESTADÃO CONTEÚDO

As soluções de Xerém

Outros "reforços" internos também ajudaram muito. Na base, em Xerém, o técnico encontrou soluções para as pontas, onde o Flu buscou contratações no mercado da bola sem tanto sucesso.

Vendido ao Manchester City, Kayky, com apenas 17 anos, deixou o dele no empate contra o Junior-COL e deu passe para o gol de Fred na virada sobre o Independiente Santa Fe-COL. Ele também fez a jogada para o camisa 9 abrir o placar sobre o Santa Fe na Colômbia. Gabriel Teixeira, entretanto, encerrou a fase de grupos como titular, e fez bons jogos como "12º jogador" da equipe.

Mudanças na lista e olho no mercado da bola

A classificação permite ao Fluminense alterar seis jogadores na lista de 50 inscritos. Dos que começaram no grupo, Yuri, Frazan, Fernando Pacheco e Miguel — em litígio — já deixaram o clube, que também inscreveu diversos atletas do sub-23.

Idealmente, o Flu monitora no mercado da bola por opções para o meio de campo, onde busca jogadores de mais dinamismo, e também para as laterais. Em entrevista ao SporTV na quarta (26), dia seguinte à classificação, Roger admitiu que possui opções para variar a equipe, mas necessita de tempo de treinamento.

"Ficamos três meses com cinco treinos. Não tem como fazer. Preciso trabalhar a engrenagem. Sou doido para fazer esse tripé com jogadores mais leves, com um pouco mais de frescor. Mas não consigo porque não tenho tempo para treinar esses modelos alternativos", disse o técnico.

Roger Machado quer mais opções para o Fluminense na Libertadores - Juan Mabromata - Pool/Getty Images - Juan Mabromata - Pool/Getty Images
Roger Machado quer mais opções para o Fluminense na Libertadores
Imagem: Juan Mabromata - Pool/Getty Images

Embora a Libertadores dê um "refresco" no mês de junho, o calendário nacional começa com o Brasileirão já neste fim de semana, onde o Flu estreia contra o São Paulo, no sábado (29), e a Copa do Brasil, para o Tricolor, também se inicia na próxima quarta (2), em jogo contra o Red Bull Bragantino.

'Mosca branca' e opções no meio

O Fluminense perdeu dois volantes com a lesão de Hudson e o empréstimo de Yuri ao Cuiabá. O jovem André e o experiente Wellington são opções para Roger Machado, mas atuam um pouco mais presos, sem o dinamismo que o treinador gostaria de trazer ao time. Por isso, um jogador com as características mais próximas a de Yago é um alvo da diretoria, que não garante uma contratação, mas busca oportunidades no mercado da bola.

"Preciso ter pelo menos sete jogadores com peso de marcação muito forte, para que rapidamente eu tenha esse número de jogadores atrás da linha da bola com essa característica de tomada da bola do adversário com qualidade. Seis todo mundo tem, a linha de quatro e dois volantes. O sétimo é o que eu chamo de "mosca branca". Ele não pode ser defensivo nem ofensivo, tem que ter a virtude de chegar à frente e fazer a recomposição rápida. Quando você não tem esse jogador, você precisa diluir essa fração das funções defensivas pelos jogadores de ataque", destacou.

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