Topo

Internacional

Derrota no Gre-Nal gera incerteza e pressiona Ramírez na Libertadores

Miguel Ángel Ramírez é pressionado pela torcida, mas protegido pela direção - Ricardo Duarte/Inter
Miguel Ángel Ramírez é pressionado pela torcida, mas protegido pela direção Imagem: Ricardo Duarte/Inter

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

17/05/2021 04h00

O Inter conheceu, pela primeira vez sob comando de Miguel Ángel Ramírez, a segunda derrota seguida. Ontem (16), perdeu para o Grêmio o jogo de ida da final do Gauchão, de virada, em casa. O resultado pressiona o treinador espanhol para uma resposta imediata na Libertadores, quinta-feira (20). Ainda que ele esteja totalmente seguro e protegido pela direção do clube.

"Estamos muito seguros do que estamos fazendo, convictos do trabalho. Em absoluto, não teremos uma mudança radical. Estamos trabalhando para dar continuidade ao trabalho e daremos todos elementos para que o Inter atinja suas metas e conquiste seus objetivos", disse o executivo de futebol Paulo Bracks.

Mas o cenário é de pressão da torcida. O infortúnio contra o Grêmio — segundo com o comando de Ramírez — é apenas um dos capítulos dessa história. A situação complicada em um grupo teoricamente simples na Libertadores também está presente na equação que joga os aficionados para lado oposto ao comandando de campo, irritados com os altos e baixos do time. A distância entre as goleadas e os tropeços gera incerteza no contexto colorado. Mas tais dúvidas são apenas externas, segundo a direção.

Ciente da avaliação, o executivo pretende blindar o comando e absorver apenas o que for construtivo na crítica.

"Temos um trabalho próximo entre a direção e a comissão técnica. Há reuniões diárias, antes e depois dos jogos, planejamento de treinos e da temporada. Todos estão abertos visando o principal, que é ganhar os jogos, ser protagonista. Entendo que haja a crítica, mas estamos muito tranquilos, seguros e convictos no trabalho que está sendo feito. Vamos trabalhar cada vez mais. É a primeira vez que temos duas derrotas seguidas, mas temos confiança, vamos manter a serenidade e dar estabilidade para esta comissão. O que vier de fora e for ruim, vamos blindar, o que for construtivo, vamos escutar", contou o dirigente.

O cenário tenso está desenhado para a próxima quinta. O Inter entra em campo como líder do grupo B da competição de clubes mais importante do continente, mas longe de estar seguro. Com seis pontos, mesma quantia de todos os participantes da chave, o Colorado precisa vencer o Olimpia, no Paraguai, para adiantar sua classificação. Em caso de derrota, pode depender de uma perigosa combinação de resultados na última rodada do grupo, que também conta com Deportivo Táchira, da Venezuela, e Always Ready, da Bolívia.

"A pressão é condizente com a responsabilidade de passar de fase. A obrigação que temos de buscar a classificação. Temos que virar a chave dessa derrota rapidamente. Vamos trabalhar para fazer isso na quinta-feira. A pressão é inerente de quem veste essa camisa, e vamos trabalhar bastante", sentenciou.

Inter e Olimpia jogam na quinta-feira, às 21h (de Brasília). No próximo domingo (23), o Colorado precisa vencer por diferença mínima para levar a decisão do título gaúcho para os pênaltis. Se ganhar por dois ou mais de vantagem, é campeão em razão do saldo de gols. Empate ou derrota entrega a taça para o Grêmio.

Internacional