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Flu reformula criticado departamento comercial e tem conversas por master

Fluminense fez mudanças em criticado departamento comercial de olho em novos patrocínios - Mailson Santana/Fluminense FC
Fluminense fez mudanças em criticado departamento comercial de olho em novos patrocínios Imagem: Mailson Santana/Fluminense FC

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro

27/04/2021 04h00

Classificação e Jogos

Com dificuldade para criar receitas, o Fluminense reformulou o criticado departamento comercial. Além do novo vice-presidente da pasta, o jornalista e publicitário Edilson Silva, o Tricolor realizou outras mudanças de olho em novos patrocinadores. Já com novo pessoal, o clube mantém conversas para, enfim, voltar a ter um patrocinador master.

Também em função da pandemia de coronavírus, o Flu teve péssimo primeiro semestre em 2020. Apesar de fechar alguns acordos para a segunda parte do ano, registrou brusca queda de arrecadação com contratos com empresas: de R$ 9,7 milhões de 2019, o Tricolor recebeu apenas R$ 7,9 milhões. Ambos os valores contam também com a economia gerada por permutas.

Em 2020, o presidente Mário Bittencourt não fez modificações na pasta, mantendo a equipe abaixo do vice-presidente Ronaldo Barcellos, um dos únicos dois que seguiram no clube após o fim da gestão Pedro Abad, em junho de 2019.

Além dos resultados ruins, o dirigente renunciou antes de ter os bens pessoais bloqueados pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) por dívida de mais de R$ 300 milhões com a União por não pagar impostos, e deixou o cargo.

Primeiro abaixo de Barcellos no organograma do departamento, o gerente Eduardo Roizman segue no clube, e passou a tratar de licenciamentos — rubrica que registrou aumento de receitas em 2020. Em seu lugar, mas como diretora, o Fluminense agora tem Helen Medeiros, antes chefe do setor de compras.

Para se reaproximar do mercado, que teceu muitas críticas ao Flu nos últimos anos, o Tricolor contratou três executivos para a pasta: André Luiz, da Sporplus, agência de marketing esportivo; Celson Ávila, que desempenhava esta função no Volta Redonda, e Guilherme Breder — que deixou a Play9, empresa de mídia dos sócios Felipe Neto, João Pedro Paes Leme e Marcus Vinicius Freire (ex-CEO do clube).

A princípio, a medida funcionou: as escolhas foram elogiadas por intermediários ouvidos pelo UOL Esporte.

A expectativa no clube é angariar mais parceiros e ter um patrocínio master em 2021. Desde 2018, com a saída da Valle Express — em acordo que virou dívida e processo judicial na gestão Abad, já com Ronaldo Barcellos na vice-presidência —, o Fluminense não tem nenhuma empresa estampada no espaço mais nobre de sua camisa.

Clube mantém conversas com empresas por master

Empossado na última semana, Edilson Silva e seu departamento já abriram novas conversas para ter novo patrocinador master. Todos os novos profissionais também começaram a trabalhar nos últimos dias.

De lá para cá, já anunciou dois novos parceiros: a empresa de ônibus Águia Branca, que fará a logística do Tricolor em esquema de permuta; e a Samoc Saúde, plano de saúde que estampará sua marca nos meiões.

Dentre as possíveis parceiras prospectadas pelo clube para o master, há empresas do Brasil e estrangeiras, mas não há desfecho tão próximo para nenhuma das negociações.

Com a classificação à Libertadores e maior exposição na TV aberta no Brasileirão por conta do rebaixamento dos rivais Vasco e Botafogo para a Série B, o Tricolor espera ter mais interessados, e avalia baixar um pouco sua pedida para a propriedade.

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