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Paulista - 2021

FPF: comparação do futebol com outros setores sobre covid-19 é 'descabida'

Comitê Médico da entidade elogiou protocolo e diz que série de medidas foi "fundamental para o controle da pandemia no esporte" - Fernando Moreno/AGIF
Comitê Médico da entidade elogiou protocolo e diz que série de medidas foi "fundamental para o controle da pandemia no esporte" Imagem: Fernando Moreno/AGIF

Do UOL, em São Paulo

30/03/2021 14h57

Classificação e Jogos

A FPF (Federação Paulista de Futebol), por meio de seu Comitê Médico, divulgou uma nota em que afirma ser "incorreta" a comparação do futebol com "qualquer outro setor no Brasil" em relação aos casos de coronavírus - o estado não pode receber partidas há duas semanas, fato que inviabilizou a continuação do Paulistão.

A justificativa para a declaração se dá, segundo a entidade, pela "testagem frequente" de todos os atletas dos times federados, gerando um "maior número de diagnósticos". Para o comitê, "o movimento é um contraponto à grande subnotificação pregada pela grande maioria dos cientistas quanto ao número de contaminados no país."

O texto exalta os protocolos adotados no futebol paulista e diz que a série de medidas foi "fundamental para o controle da pandemia no esporte", considerando a comparação com as demais atividades econômicas "completamente descabida."

Há duas semanas, o comitê tenta convencer o Ministério Público do Estado a liberar a volta do Paulistão. Ontem, um documento informando a criação de "bolhas" para isolar atletas foi publicado no site da entidade, que se reuniu com representantes dos 16 clubes da 1ª divisão estadual.

Exames de atletas viram itens de pesquisa

No texto, a FPF ainda anunciou ter fornecido para estudo da USP (Universidade de São Paulo) "informações quantitativas sobre os exames de RT-PCR realizados durante oito competições de categorias distintas (masculino, feminino e base) no Estado de São Paulo, entre 01/07/20 a 30/12/20".

O objetivo da iniciativa, tratada como inédita no comunicado, é detectar eventuais comorbidades em atletas que foram infectados, mas que não apresentaram sintomas da covid-19.